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Zé Padre uma figura que nao deve ser esquecida.

Zé Padre uma figura que nao deve ser esquecida. - Otávio Sá Leitão

Quem viveu à época dos bailes do Piancó clube e da Ubop (união beneficente dos operários de Piancó), sabe que não havia carnaval melhor.

O carnaval é cultura popular. Cada um carrega na alma o seu carnaval saudade.  Na maioria das cidades, em tempos idos, o carnaval era realizado nos clubes e nos bares. Era ali que a sociedade se fantasiava e brincava os quatro dias de momo.

 

Com muita saudade lembro dos que faziam o carnaval popular da minha cidade (Piancó) para citar alguns nomes, lembro de Pedrinho de cabo Bento que iniciava no sábado com o Zé Pereira, Toinho de Genésio (Carão), e o folclórico e amigo Zé Padre que começava no sábado com suas presepadas e terminava na quarta-feira de cinzas.

 

Mas, o que quero falar é sobre aquele carnaval que cada um guarda, com especial carinho, na memória e no coração. Seja em um clube, nas ruas, em blocos ou em casa. Para quem gosta de celebrar essa festa há sempre uma lembrança que marcou a alma.

No Piancó passado a concentração maior era na antiga praça Salviano Leite, onde nas tardes de carnaval havia a maior concentração de pessoas com desfile de carros e foliões, circulando pelo centro da cidade. Era comum a tradicional entrada na sorveteria flor de Anahí, e se encharcar de cerveja existia a “guerra” de lança-perfume.

Cheguei a vivenciar os carnavais dos clubes de Piancó. O bloco de Zé Pereira de Pedrinho de Cabo Bento que sem dúvidas, era o mais irreverente e o mais animado.

Em mim, guardo o carnaval do clube da sorveteria flor de Anahí. A juventude inflava esse momento com especial alegria, cercados de amigos. Durante o dia. curtíamos os bares e casas de amigos. À noite o frevo era no Piancó clube com a grande orquestra do maestro Eliseu, Pedoca, Didi de Branca, e outros mais.

Hoje, as tradicionais marchinhas de carnaval e o frevo foram substituídos pelo carnaval “sertanejo”, embalado, ainda, pelo ritmo do forró. Acho estranho, mas não existe carnaval melhor ou pior.  Há o meu, o seu carnaval.

Por fim, milhares de pessoas aproveitam esse momento para viajar, descansar e participar de retiro espiritual.

Aqui revirando meu baú virtual, encontro uma foto de uma das figuras que marcaram uma época que deixou saudade. O meu amigo Zé Padre.

 

Tavinho Sá Leitao.

 

 

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