Ex-presidentes do Chile retiram apoio à Convenção Constituinte e se retiram da cerimônia de encerramento

Ex-presidentes do Chile retiram apoio à Convenção Constituinte e se retiram da cerimônia de encerramento - Otávio Sá Leitão

Convenção Constitucional chilena perdeu apoio fundamental no último dia de sessões. Os ex-presidentes Eduardo Frei,  Ricardo Lagos,  Michelle Bachelet e Sebastián Piñera se recusaram a comparecer à cerimônia de encerramento e entrega do texto final, com uma mensagem polêmica criticando a falta de republicanismo.

Acredito que a forma confusa e contraditória com que os ex-presidentes foram convidados não honra a tradição de respeito republicano em nosso país. Como os outros ex-presidentes, decidi não comparecer”, disse Piñera, que governou o país nos períodos não consecutivos 2010-2014 e 2018-2022.

A Convenção entregará a proposta de Lei Básica após um ano de redação em uma cerimônia no dia 4 de julho em Santiago. Em princípio, nenhum convite havia sido enviado aos que haviam exercido a presidência. Isso caiu mal com os ex-presidentes, e a resposta foi brutal.

Esse “desentendimento” ocorre pouco mais de dois meses antes do plebiscito de saída, onde os chilenos terão uma última chance de rejeitar a Constituição comunista que a Convenção escreveu, que era dominada por espaços esquerdistas, ambientalistas, feministas e indígenas.

O estudo de opinião “Plaza Pública” do Cadem mostra um forte aumento na intenção de votar pela opção “Rejeição”, ao contrário do referendo constitucional onde perdeu por uma diferença avassaladora. De acordo com o levantamento,  a “Rejeição” chega a 46%, enquanto a Aprovação tem apenas 37%. Por sua vez, 17% ainda estão indecisos sobre a eleição.

Segundo o diretor do Cadem, Roberto Izikson, a intenção de aprovar a votação está relacionada ao baixo nível de confiança que os cidadãos têm na convenção. 56% dos entrevistados desconfiam de seu trabalho. Essa lacuna só aumentará após a retirada do apoio de ex-presidentes.

Além disso, a pesquisa indica que 58% dos chilenos temem a proposta constitucional, pois inclui reformas radicais como desapropriações, cotas legislativas, mudanças no sistema judicial e reconhecimento da soberania indígena.

Na mesma pesquisa, questionou-se a posição do povo em relação ao convite aos ex-presidentes e 63% afirmaram que precisavam ser convidados, o que poderia denotar como as visões da organização estão dissociadas das visões dos cidadãos.

Fonte: Por Redacción Latinoamérica JORNAL DIREITA


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