Há um complô sim contra o presidente, diz ex-Superintendente no Ministério da Economia

Há um complô sim contra o presidente, diz ex-Superintendente no Ministério da Economia - Otávio Sá Leitão

Em artigo publicado no domingo (19/06), segundo a Revista Oeste, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), não poupou críticas à Petrobras. Segundo o parlamentar, a estatal foi “sequestrada” por um presidente “ilegítimo”, que não representa o acionista majoritário e “prática vingança pessoal” contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

“A grande questão da Petrobras, hoje, é que ficou escancarada sua dupla face: quando quer ganhar tratamento privilegiado do Estado brasileiro, a empresa se apresenta como uma costela estatal”, escreveu Lira.

“Mas, na hora em que lucra bilhões e bilhões em meio à maior crise da história do último século, ela grita o coro da ‘governança’ e se declara uma capitalista selvagem. Chegou a hora de tirar a máscara da Petrobras.”

Arthur Lira, nesta segunda-feira (20/06) se reuniu com líderes partidários para discutir a taxação de lucros da Petrobras, na qual o presidente Jair Bolsonaro garante que está “Se rasgando de ganhar dinheiro”.

A reunião ocorre depois de a Petrobras anunciar um novo aumento no valor dos combustíveis. O reajuste do litro da gasolina vendido às distribuidoras passou de R$ 3,86 para R$ 4,06 (um aumento de 5,2%). O diesel teve reajuste de 14,2%, saindo de R$ 4,91 para R$ 5,61. Os novos valores valem desde o último sábado (18/06).

“A Petrobras não dá um sinal sobre diminuir seu lucro de 30% e está trabalhando para pagar dividendos a fundos de pensão internacionais”, disse Lira. “Não custava nada esperar resultados do que estamos fazendo para diminuir a inflação para os mais vulneráveis antes de anunciar novos aumentos”, afirmou o presidente da Casa.

 

Em entrevista exclusiva ao Vista Pátria, Marcio Furtado, economista, empresário e ex-Superintendente no Ministério da Economia, explicou o que acontece na Petrobrás e o futuro da empresa.

Ao ser questionado sobre as recentes ações da empresa em relação aos combustíveis, Marcio afirma que, depois que o mundo está saindo de uma pandemia, se vê envolvido em uma guerra, onde as commodities estão altíssimas. E, com a Petrobras não é diferente.

Em relação ao tabelamento de preços, Furtado diz que é justamente por isso que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deu cinco dias para a empresa se explicar e, se faz necessária a CPI. “È uma caixinha preta”.

Referente ao monopólio que dá poder a empresa, ao ser questionado se não seria melhor acabar com o monopólio, antes de privatizar a Petrobras, o economista pondera que isso é um dos interesses do presidente Bolsonaro e a própria estatal de economia mista vai renunciar ao monopólio da extração de petróleo.

Sobre a CPI da Petrobras em ano eleitoral, Furtado diz que é uma CPI da situação e que o Governo já tem os estudos técnicos e, portanto, é necessária.

Marcio acredita que há um complô contra o presidente da República para prejudicar o governo Bolsonaro em época eleitoral.

Fonte: Brasil agora


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