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Preso diz que emprestou nome para o hacker Delgatti

Preso diz que emprestou nome para o hacker Delgatti - Otávio Sá Leitão

Em depoimentos à Polícia Federal (PF), três presos por suspeita de hackear centenas de autoridades do Brasil, junto com Walter Delgatti Neto, apresentaram versões nas quais “Vermelho” é tratado como líder do grupo.

O motorista Danilo Cristiano Marques afirmou à PF que emprestou seu nome para o amigo Delgatti Neto alugar um imóvel em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no ano de 2018.

As contas do imóvel ficaram no nome de Marques. Ele disse que não recebeu pagamentos ou vantagens para emprestar o nome, informa o site UOL.

 

Como você viu na Renova, o DJ Gustavo Henrique Elias Santos disse em seu depoimento que chegou a ser hackeado por Delgatti Neto em fevereiro, e afirmou não ter conhecimento sobre a situação financeira do “Vermelho”, que foi descrito como um “simpatizante do PT“.

Leia a íntegra do depoimento de Danilo Cristiano Marques:

“Ao(s) 24 dia(s) do mês de julho de 2019, neste(a)POLÍCIA FEDERAL- SEDE, em Brasília/DF, onde se encontrava LUIS FLAVIO ZAMPRONHA DE OLIVEIRA, Delegado de Polícia Federal (xxxxx), compareceu DANILO CRISTIANO MARQUES, sexo masculino, nacionalidade brasileira, solteiro(a), filho(a) de ANISIO MARQUES e VERA LUCIA APARECIDA GOMES, nascido (a) aos 23/01/1986, natural de Araraquara/SP, instrução ensino superior incompleto, profissão Motorista, documento de identidade nº (xxxxx), CPF (xxxxx), residente na(o) (xxxxxx) acompanhado da Defensora Pública da União MANOELA MAIA CAVALCANTE BARROS, matrícula 0439/DPU, (xxxxxx). Inquirido(a) a respeito dos fatos, RESPONDEU: QUE possui como fonte de renda a atividade de motorista do aplicativo UBER; QUE também está fazendo curso de eletricista na Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL; QUE possui conhecimentos básicos de informática, tais como a instalação de jogos e elaboração de documentos de texto; QUE possui um computador com atualizações voltado para jogos; QUE por volta do ano de 2002 conheceu WALTER DELGATTI NETO em uma lan house próximo a sua residência na Vila Xavier, Araraquara/SP; QUE jogava em rede com WALTER DELGATTI NETO principalmente o jogo Counter Strike, quando utilizava o codinome “CHACAL” e WALTER o codinome “VERMEIO”; QUE nesta época WALTER DELGATTI morava com seus avós e não exercia qualquer tipo de profissão, sendo apenas estudante; QUE não conhece nenhuma ocupação profissional que tenha sido exercida por WALTER DELGATTI ao longo dos anos; QUE nunca viu WALTER DELGATTI empregado; QUE WALTER DELGATTI NETO sempre teve confusões com a polícia, tendo sido preso algumas vezes; QUE presenciou quando WALTER DELGATTI NETO foi preso em frente à faculdade Uniara, tendo sido acusado por tráfico de drogas relacionado ao remédio controlado que ele toma; QUE WALTER DELGATTI NETO há muito tempo se auto medica, fazendo o uso principalmente de alprazolan; QUE WALTER DELGATTI NETO toma ao menos três comprimidos de alprazolan por dia; QUE WALTER DELGATTI NETO fez várias acusações contra policiais civis de Araraquara/SP, tendo relatado ser vítima constante de extorsões; QUE presenciou certa vez quando WALTER DELGATTI NETO sofreu uma extorsão de um advogado, que dizia existir um BO contra WALTER para resolver na delegacia; QUE esta abordagem realizada pelo advogado a WALTER ocorreu em uma rua no centro da cidade de Araraquara/SP, cujo nome não se recorda; QUE não sabe dizer como WALTER DELGATTI NETO conseguia dinheiro para pagar as extorsões que sofria; QUE sabe que WALTER DELGATTI NETO responde a processos criminais na justiça, mas não sabe precisar qual os tipos de crimes que teriam sido praticados; QUE não sabe dizer se WALTER DELGATTI NETO pratica fraudes ou golpes através da internet; QUE não sabe dizer se WALTER DELGATTI NETO é envolvido em fraudes praticadas contra instituições bancárias; QUE WALTER DELGATTI NETO as vezes aparecia com carros luxuosos, mas desconhece como ele obtinha recursos para comprar tais veículos; QUE a ostentação de patrimônio por WALTER NETO atraía a atenção da polícia de Araraquara/SP; QUE no começo do ano de 2018 WALTER DELGATTI NETO pediu ao DECLARANTE que emprestasse seu nome para realizar o contrato de aluguel de um imóvel em outra cidade; QUE em razão da amizade que possuía com o WALTER DELGATTI NETO concordou em emprestar seu nome para a formalização do contrato de aluguel do apartamento localizado em Ribeirão Preto/SP, em um edifício que fica ao lado da faculdade Unaerp; QUE com a elaboração do contrato de aluguel, todas as contas de serviços vinculados ao imóvel passaram a ficar no nome do DECLARANTE, tais como internet, água, luz e telefone; (xxxxxxxx); QUE desconhece o envolvimento de WALTER NETO na invasão de contas do aplicativo TELEGRAM (xxxxxx); QUE WALTER nunca comentou com o DECLARANTE que possuía capacidade e obter códigos de acesso de contas do aplicativo TELEGRAM de outras pessoas; QUE no início de 2018 passou a emprestar sua conta bancária no (xxxxxx) para WALTER NETO realizar pagamentos de boletos de água e luz; QUE pediu um cartão extra vinculado a esta conta e repassou para WALTER NETO; QUE WALTER NETO de fato utilizou a conta em nome do DECLARANTE para transferir e receber pagamentos; QUE na verdade essa conta no (xxxxxxx) era movimentada somente por WALTER NETO; QUE começou a emprestar a sua conta bancária para WALTER NETO tendo em vista a necessidade de formalizar o contrato de aluguel do imóvel em Ribeirão Preto/SP, pois era necessário efetuar o pagamento de uma caução em nome do titular do contrato; QUE nunca recebeu nenhum tipo de pagamento ou vantagens para emprestar seu nome a WALTER NETO; QUE também já realizou operações de câmbio a pedido de WALTER NETO, tendo adquirido dólares americanos em corretores nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP; QUE WALTER afirmou para o DECLARANTE que havia extrapolado o limite da compra de dólares admitida pelas corretoras, motivo pelo qual precisava realizar as operações de câmbio em nome de outra pessoa; QUE perguntado se também efetuou operações de câmbio na cidade de Natal/RN respondeu que sim; QUE efetuou a compra de dólares americanos a pedido de WALTER NETO em 2015 ou 2016, não se recordando com exatidão a data; QUE nunca pediu a outras pessoas que emprestassem seus nomes a WALTER para efetuar a compra de dólares americanos; QUE realizou a compra do total de três mil dólares a pedido de WALTER NETO; QUE WALTER NETO não falou para o DECLARANTE qual era a origem do dinheiro utilizado na compra dos dólares; QUE WALTER NETO dizia que precisava comprar dólares para poder morar nos EUA; QUE WALTER NETO de fato residiu nos EUA durante cerca de três meses; QUE WALTER NETO custeou todas as despesas do DECLARANTE nas viagens que realizaram para as cidades do Rio de Janeiro/RJ e Natal/RN; QUE viajaram para Natal/RN para participarem da festa Carnatal, tendo realizado uma escala na volta na cidade do Rio de Janeiro/RJ; QUE conhece GUSTAVO HENRIQUE ELISAS SANTOS somente de festas realizadas na cidade de Araraquara/SP; QUE GUSTAVO era DJ, conhecido como DJ GUTO; QUE não sabe dizer se Gustavo esta envolvido com a prática de fraudes bancárias ou outros crimes; QUE não sabe dizer qual a profissão atual de GUSTAVO, tendo em vista que não se encontra com ele há mais de um ano; QUE pode afirmar que GUSTAVO e WALTER NETO se conhecem, mas não sabe dizer se os dois possuem algum tipo de negócio ou transações juntos; QUE não conhece a SUELEN; QUE alem da conta do (xxxxxx) possui uma conta no (xxxxxx); QUE possui renda mensal de aproximadamente R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais); QUE atualmente também cursa Direito na Uniara. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Foi então advertido(a) da obrigatoriedade de comunicação de eventuais mudanças de endereço em face das prescrições do Art. 224 do CPP. Encerrado o presente que, lido e achado conforme, assinaram com o(a) Declarante, a Defensora Pública da União e comigo CINTHYA SANTOS DE OLIVEIRA, EPF Matr. (xxxxxxx) que o lavrei.”

Fonte: Renova midia

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