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A Farsa Do Dia 6 De Novembro Revelada. Entenda!

A Farsa Do Dia 6 De Novembro Revelada. Entenda! - Otávio Sá Leitão

Muitos estão dizendo que é urgente se juntar à esquerda e ir as ruas logo, antes do dia 6, incendiar uns ônibus e fazer umas arruaças “pelo Brasil”. 

O argumento central é o STF. Falácia. O tal julgamento chegou à sua TERCEIRA SESSÃO (repito, TERCEIRA) na quinta-feira dia 24, quando fomos apresentados ao “deserto de ideias” de Rosa Weber, uma espécie de Edgard Picoli do STF. 

Ainda faltam os votos de Carmen Lucia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Tofolli. Cada sessão tem ocupado 3 votos de ministros com características de “voto breve”. Foi assim na quinta-feira com Weber, Lewandowski e Fux. Tofolli tem se caracterizado por fazer sessões que “adentram a madrugada”. Isso não mudará. A Ministra Carmen Lucia é do time “voto breve”. Deverá aderir à maioria em curso. 

O Mininstro Gilmar Mendes faz votos carregados de observações pessoais. Não a toa, abre confrontos cuja memória recente levantou as “divergências” contra Barbosa e Barroso, são as mais famosas.

Mendes fará voto breve, mas longa exposição que subirá a temperatura da Corte. Mais: aposto que abrirá divergência para encampanhar a tese “terza via” de Tofolli. Isso tem profundo valor técnico pois será uma divergência que poderá abrir um 5-4-2 SEM FORMAÇÃO DE MAIORIA.

Já o Ministro Celso de Mello é conhecido por fazer votos que precisam de 3 dias para serem lidos. São votos longos, tortuosos, confusos, pedantes, ruins e que sempre contam com comentários, durante a apresentação, de demais Ministros.

O Ministro Celso de Mello precisá, só pra ele, de duas sessões. Tenho informações de que o voto virá COM MAIS DE 250 PÁGINAS. Desta forma, dia 6 terminará com 5 a 3 e uma divergência aberta por Mendes, SEM QUE O VOTO DO MINISTRO CELSO VENHA A SER LIDO.

A ser mantida a forma com que Tofolli administra a pauta do STF, ele possivelmente remarcará para alguma sessão da semana do dia 25 de novembro. Quem manja de calendário do Judiciário entenderá o porque.

Ao fim de novembro vamos ter sessões dedicadas ao voto do Ministro Celso de Mello, quando os animos na corte estiverem mais arrefecidos. Será, obviamente, um voto contra a prisão em 2a instância, mas lidos em 5a e 6a sessão.

A 6a sessão, com o voto de desempate do Ministro Tofolli e o final do voto do Ministro Celso de Mello servirá para aumentar a divergência sobre o voto que há de ser dado por Mendes, sacramentando o 5-4-2.

Esta análise respeita a dinâmica da corte durante as sessões ocorridas na Gestão Tofolli. Sua probabilidade de repetição é MUITO ALTA. 

Portanto – manifestações de rua MALICIOSAMENTE MARCADAS PARA O DIA DO ENEM sob o argumento de que no dia 6 “já era”, estavam assentadas em premissa falsa.

Mas não é o erro de premissa que me causa espanto. É a falsa SENSAÇÃO DE URGÊNCIA que estão querendo passar. Não há essa urgência. Nunca houve.

Só saberão se a urgência existe após ouvirem o voto do Ministro Gilmar Mendes. Minha recomendação é ter PRUDÊNCIA agora. Saber ouvir. Agir como adultos.

Tenhamos estratégia. Aguardemos o voto do Ministro Gilmar Mendes e deixemos pré-agendada uma manifestação para o dia 17, com calma e com estratégia. Cabeça fria.

Todos tem direito de se manifestar, agora, JAMAIS adeir à chamada de um inimigo. Afastem-se do campo de batalha DELES. O nosso é outro. 

E dia 17 SERÁ O NOSSO DIA!!!

Evandro Pontes, é Membro do Conselho de Administração do Avança Brasil, Professor de Direito Societário e Mercado de Capitais no Insper/SP. Doutor em Direito Comercial (2013), Mestre em Direito Comercial (2009), MBA pela BSP (2008), Graduado em LETRAS (2004) e em DIREITO pela Universidade de São Paulo (1996). Foi pesquisador visitante (visiting scholar) na Faculdade de Direito da Universidade da Virginia (EUA) durante o ano acadêmico de 08/2001 a 05/2002. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Comercial e Societário. Diretor Executivo do Instituto de Direito das Sociedades e dos Valores Mobiliários.

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Fonte: MAB

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