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Sem acesso à televisão, influência de Lula cai sensivelmente nesta sucessão

Sem acesso à televisão, influência de Lula cai sensivelmente nesta sucessão - Otávio Sá Leitão

Reportagem de Gustavo Schmitt e André de Souza, manchete principal da edição de ontem de O Globo, focaliza a decisão da juíza Carolina Lebbos, que rejeitou requerimento do PT no sentido de que o ex-presidente Lula pudesse gravar vídeos e dar entrevistas manifestando seu apoio ao candidato que escolhesse para as urnas de outubro próximo. O pedido foi endossado também pelos advogados que o defendem na justiça. Carolina Lebbos acrescentou que o veto se aplica mesmo que o Partido dos Trabalhadores lance a candidatura de Lula à sucessão presidencial.

Na realidade, se não puder participar da campanha, o alcance de sua manifestação em favor deste ou daquele nome será fortemente reduzida. Pode-se questionar a proibição de que ele veicule sua opinião ao longo da campanha que oficialmente se inicia a 15 de agosto, porque nada pode impedi-lo de enviar mensagens através de pessoas que forem visitá-lo em Curitiba. Mas de qualquer forma sua voz não ecoará com intensidade se pudesse ele aparecer na tela do horário eleitoral.

SOMENTE MENSAGENS – Restam a Lula as mensagens que puder enviar por intermédio de seus correligionários através das redes sociais da Internet. A sucessão presidencial, assim, deixa de contar com o expressivo apoio que o ex-presidente ainda detém. Isso porque tanto as pesquisas do Ibope quanto as do Datafolha, ao longo dos meses, apontam para ele um apoio em torno de 30% do eleitorado brasileiro. É verdade que ele também é o nome em relação ao qual verifica-se a maior rejeição. Porém, rejeição é uma coisa, o voto é outra.

Entretanto como ele não poderá ser candidato, a liderança nas pesquisas significa apenas seu poder de influir na luta sucessória. De qualquer forma o quadro da sucessão presidencial não aponta para qualquer pré candidato um percentual do mesmo nível que as preferências para Luiz Inácio Lula da Silva.

LONGE DE LULA – O máximo alcançado por um pré-candidato é de 18 pontos, acentuando a liderança de Jair Bolsonaro. Marina SIlva vem em segundo com 15 pontos. Permanecendo esse panorama, no segundo turno Marina Silva até venceria Bolsonaro.

Existem algumas dúvidas em relação a outros pré candidatos. A mais acentuada refere-se ao fraco desempenho de Geraldo Alckmin. Sua equipe busca somar apoios, mas isso é problemático. O candidato, antes de mais nada, tem que se fortalecer por si próprio, as alianças vêm em função de sua força eleitoral.

Isso me foi dito em 1963 pelo ex-presidente Juscelino, numa entrevista ao Correio da Manhã. Ele estava absolutamente certo, se o candidato é forte os apoios vêm em decorrência. Ninguém pode se eleger presidente da República se contar essencialmente com apoio de outros políticos e partidos.

Enfim, a decisão da juíza Carolina Lebbos acrescenta mais um capítulo ao cenário político em 2018.

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