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Poliana Corrêa e o 'trabalho de cupim' em busca de espaço para negros na publicidade

Poliana Corrêa e o 'trabalho de cupim' em busca de espaço para negros na publicidade - Otávio Sá Leitão

Foi provocada por uma decepção com o movimento feminista que a publicitária Poliana Corrêa direcionou suas forças ao ativismo negro. Não que ela tenha deixado para trás as causas e brigas das mulheres, mas, para ela, a questão racial se sobrepõe. O estopim foi uma discussão sobre o uso do turbante por mulheres brancas (pode ou não pode? é apropriação cultural?): "Me desapontou a falta de abertura ao diálogo, a falta de empatia. Brancas acusando negras de serem agressivas. Isso me fez procurar outras mulheres negras e ter outra perspectiva de feminismo".

Existe um recorte racial dentro do feminismo sobre o qual temos de conversar. Feminismo não é só sobre misoginia e aborto.

 

CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL

Motivada por esta solidão, Poliana se dedica a um trabalho "de cupim, que come de dentro para fora" na agência que trabalha.

 

Inspirada por nomes como Gabriela MouraWinnie Bueno e Djamila Ribeiro, Poliana começou a estudar, escrever, questionar nos diferentes fóruns de que participa - a maioria, virtuais. "Comecei a me ver como a única mulher negra na agência; a única formanda em uma turma de 45 alunos. Mas o feminismo negro não é só sobre mulheres. Todo mundo precisa de emancipação e liberdade".

Como é solitário ser a única negra em tantos espaços que ocupo. Na universidade, no trabalho, nas reuniões. Tenho de estar sempre ensinando, então não é uma relação de troca, de abraço, de carinho.

 

CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL

 

Motivada por esta solidão, Poliana se dedica a um trabalho "de cupim, que come de dentro para fora". No ambiente profissional, a executiva de contas tomou para si o compromisso de sempre trazer o ponto de vista de uma minoria às discussões. Talvez já tenha evitado algumas gafes em campanhas, e certamente já participou da solução de crises causadas por outras. No dia a dia, faz provocações, compartilha peças e cases com os colegas. Recentemente, ministrou uma oficina sobre gênero e raça na agência onde trabalha há três anos.

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