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SOBRE O GENERAL DE RESERVA PAULO CHAGAS TER OU NÃO TER CERTA IMPORTÂNCIA NO JOGO-DO-BICHO

SOBRE O GENERAL DE RESERVA PAULO CHAGAS TER OU NÃO TER CERTA IMPORTÂNCIA NO JOGO-DO-BICHO - Otávio Sá Leitão

Não é o degas aqui que considera importante a figura do general da reserva Paulo Chagas. Longe isto de minha humílima pessoa! Quem assim o considera, provavelmente, é o STF - ou, pelo menos, um dos ministros da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, que, quem sabe de língua passada com seu presidente Dias Tóffoli, mandou a Polícia Federal varejar a casa desse militar para busca e apreensão sabe-se lá do quê.

Não pairam dúvidas sobre se o comportamento do general em questão tem incomodado alguns figurões do STF. Ele dissera, por exemplo, no dia 4 de abril, que "ministro [do Supremo] que muda de opinião para beneficiar criminoso não é ministro, é comparsa!" Dizendo o "bis in idem", complementou suas observações com conceitos mais ou menos semelhantes.

O general que aqui nos ocupa não deixou de criticar nem mesmo ministros do STF considerados mais palatáveis. Tuitara, por exemplo, em sua conta @GenPauloChagas: "Celso de Mello considera que os militares são cidadãos de segunda classe, com obrigação de votar, mas sem direito à opinião ou de alertar a sociedade para os perigos que passa a correr quando o Poder Judiciário prioriza a política em detrimento do cumprimento da Lei."

VOLTANDO À VACA FRIA 
O general Chagas não se achava em casa, no momento da chegada dos agentes federais - mas, segundo tuitou, tê-los-ia acolhido pessoalmente, com a maior cortesia. Os policiais foram recebidos por uma filha do militar, que também falou, pelo celular, com o chefe da operação. Tudo isto se deu (com nove outras operações semelhantes) no dia 16 próximo passado, se muito não laboro em erro.

O varejamento da residência do general Chagas e dos demais endereços indicados pelo ministro Moraes tanto tiveram sua importância que acabaram vazadas (sinceramente não sei por quem) para o jornal "Folha de S. Paulo" (que os mal informados insistem em chamar de "Folha de São Paulo").

DITADURA DA TOGA/DITADURA DO JUDICIÁRIO
Saindo em defesa do associado, o Clube Militar, com sede no Rio de Janeiro, publicou artigo, nesta quarta-feira, dia 17 de abril, com duras críticas ao Supremo Tribunal Federal.

Afirmam os dirigentes do Clube, falando em nome de todos os afiliados, que as ações da Corte Suprema configuram o que já se convencionou chamar de "ditadura de toga" - que Rui Barbosa chamava simplesmente de ditadura do Judiciário, contra a qual não há mais instância(s) a recorrer. Muitos setores militares, mesmo não externando tal sentimento, ficaram profundamente indignados com essa espécie de humilhação imposta ao colega.

MAS, AFINAL, QUEM É ELE?
Mas o general Paulo Chagas não tem sua importância relativa no atual quadro político-institucional brasileiro apenas por haver sido alvo desse mandado de busca e apreensão.

Vamos por partes, devagarinho, mostrando item por item o que o torna alvo de operações que tais e do constante noticiário da Imprensa. Esta Imprensa, por exemplo, trombeteou aos quatro ventos o conteúdo do tuíte do general, logo depois da inesperada visita policial a seu lar:

- Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-los pessoalmente.

DIFERENTE DO TIRO GOMES
Há que convir: sendo o general homem razoavelmente educado, não iria fazer como o Sr. Tiro Gomes, que prometeu receber a PF à bala caso fosse mimoseado com operação do jaez.

Logo no mesmo dia 16, o comandante do Exército, general Edson Pujol, saiu em defesa do colega de farda Paulo Chagas, ao que se supõe arrolado no inquérito que apura supostos ataques ao Supremo Tribunal Federal.

PUJOL "É UM CIDADÃO ÍNTEGRO"
Pujol assim se expressou, numa primeira intervenção, falando ao Broadcast Político do jornal "O Estado de S. Paulo" (que os desinformados continuam chamando de "Estado de São Paulo", quando é preferível mesmo tratá-lo por "Estadão" ou "O Estadão"):

- Não tenho os detalhes, a motivação que levou a isso, as circunstâncias. O que posso dizer é que conheço o [general] Paulo Chagas. É um militar e um cidadão íntegro. Temos o maior respeito e a maior admiração por ele”.

TIRO SAIU PELA CULATRA
Se a intenção era intimidar o general Chagas, o tiro saiu pela culatra, porque o militar, que nem vinha se pronunciando nas últimas semanas, voltou à carga no dia 19 com força total, em suas críticas a ações deletérias de certos figurões de toga:

- Esse inquérito do STF é indevido, truculento, inoportuno e que já nasceu errado.

BUSCAR O QUÊ? APREENDERE O QUÊ?
Sobre o inquérito aberto pelo presidente Tóffoli, do STF, tendo por relator o ministro Moraes, para apurar supostos ataques ao Supremo e a alguns de seus integrantes, o general Chagas redigiu longo relato no Facebook sobre a tal ida de policiais federais à sua residência brasiliense, na segunda-feira anterior.

No texto, o militar questiona o mandado de busca e apreensão, determinado pelo ministro Moraes, quase certamente com a anuência do presidente Tóffoli. E indaga: “Por quê? Buscar o quê? Apreender o quê? As respostas a essas perguntas revelam o primarismo de um inquérito indevido, truculento, inoportuno e que já nasceu errado.”

- Ora - continua ele - se as causas do meu arrolamento no inquérito estão publicadas nas redes de comunicação, o que pretendia o mandante da ação encontrar na minha casa? A caneta ou o lápis com o qual redigi um rascunho? O próprio rascunho? Minhas digitais no teclado do computador ou do meu celular? Cópias dos textos que escrevi? Provas de que sou o verdadeiro autor do que torno público? Para quê isso, se toda a produção da minha opinião está na internet?

RESPEITA A INSTITUIÇÃO, MAS...
Sem demonstrar medo de que o venham prender, o general Chagas ajunta que não vai fugir, em momento algum, à responsabilidade sobre o compartilhamento do que pensa e sente. Afirma também não ser uma “voz isolada na multidão”.

- Nunca contestei o STF ou a sua importância. [O que combato é] perceptível contaminação política e ideológica do resultado do trabalho dos seus integrantes que, em tempos de grave crise moral e ética como a que temos vivido, repercute com a mesma gravidade na vida e no futuro do País.

SUA RELATIVA IMPORTÂNCIA
Somente quem não acompanha devidamente as redes sociais e o que é publicado no Youtube é que pode duvidar da relativa importância que tem o general Paulo Chagas para um segmento da opinião pública brasileira. Para quem não sabe, ele foi candidato ao Governo do Distrito Federal no ano passado, mas não logrou êxito. Mas vem de uma trajetória no mínimo movimentada. Vejamos.

No meio militar, a maioria dos companheiros de farda o consideram "um dos militares mais coerentes e corajosos desses últimos tempos, ainda que o referido oficial esteja na reserva, não havendo fundamento para as críticas que dizem que ele não tem nada a perder", ao lançar seus reparos em benefício do país.

ELE E A COMISSÃO DA VERDADE
Um de seus feitos de maior repercussão foi o de haver processado a tal da "Comissão da Verdade" que tantas inverdades disseminou país afora. Nesses meios militares, o fato de o general Chagas haver endereçado veementes críticas a algumas ações de um governo petista "realmente só faz aumentar a admiração que a sociedade esclarecida já manifestava em relação ao referido militar, porque isso mostra que verdadeiros patriotas não são compráveis".

Quem desconhece a admiração com que o general Chegas é visto em grande parte da oficialidade e da tropa é porque não acompanha de perto o que se passa nos quartéis e no pensamento militar - pensamento de ponderável influência nos rumos nacionais, pelo menos desde que o prolífico militar, escritor e historiador Nélson Werneck Sodré nos chamou a atenção para isto, no ano de 1965, em sua "História Militar do Brasil".

TROCAR GENERAL POR TERRORISTA
Chegou a questionar, junto a seus superiores no Ministério da Defesa, a "imperdoável" indicação de um notório terrorista para substituir um general em cargo de relevância.

Referindo-se certa vez, por exemplo, ao então ministro da Defesa Jaques Wagner, o general Chagas expressou que, "para mim, como já expressei em outro texto, ele é apenas um petista, com toda a insignificância que o título encerra; trata-se meramente de um político em função de ministro, cujo trânsito nos Poderes executivo e legislativo deve ser explorado, com prudência, pelos Comandantes para incrementar o poder dissuasório das Forças Armadas. Ressalto a prudência baseado no que a mídia nos tem mostrado a respeito da Operação Lava-Jato e da participação do seu Partido nas negociatas do chamado PTrolão."

EXONERADO DO CARGO
Não foi o único general exonerado persecutoriamente de suas funções [no caso, do Departamento Geral de Pessoal do Exército] por desagradar aos desgovernos lulopetistas.

No entanto, tornou-se público e notório que os próprios militares encarregados de lhe transmitir o teor da punição sentiram-se constrangidos, por ser o general Chagas muito respeitado na caserna.

MENSALÃO, "PTROLÃO" ETC
Sempre foi exaltado crítico dos desmandos praticados pelos esquerodos via Mensalão, Petrolão e outros "ões" que destruíram literalmente o país.

Também se destacou como acerbo crítico dos integrantes do chamado "Fórum de São Paulo" (que os ignorantes batizaram de "Foro"!), entre muitas outras coisas por seu permanente desprezo ao papel das Forças Armadas.

RESUMO BIOGRÁFICO DO GENERAL
O general em referência nasceu no Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Militar da capital fluminense e noutra instituição militar localizada no mesmo Estado, a AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Fez carreira em Brasília e ingressou na reserva depois de 38 anos de serviço militar. Já na reserva, concorreu apenas uma vez ao Governo do Distrito Federal.
Resume-se, ainda, de seu meridiano currículo:

* foi oficial subalterno no 5º Regimento de Cavalaria, em Quarai (RS); no 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, em Brasília (DF); e no 10º Regimento de Cavalaria, em Bela Vista (MS);

* cursou a Escola de Equitação do Exército em 1976 e foi Instrutor da Seção de Equitação da Academia Militar das Agulhas Negras;

* realizou o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais Subalternos na Escola de Cavalaria da França;

* como coronel, foi oficial do Gabinete e assistente-secretário do ministro do Exército;

* comandou o Regimento Dragões da Independência;

* foi adido militar em Londres e chefe do Estado-Maior da 11ª Região Militar;

* como general, comandou a 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Natal (RN);

* chefiou o Gabinete do Estado-Maior do Exército (EME), a Seção de Adidos Militares acreditados no Brasil e no Exterior e a 5ª Subchefia do Estado-Maior do Exército (Assuntos Internacionais);

* coordenou as atividades de delegações do Exército Brasileiro em conferências bilaterais e foi secretário-geral da Conferência dos Exércitos Americanos como 5º subchefe;

* foi chefe da Equipe Militar Brasileira nos Campeonatos Mundiais Militares de Equitação, realizados em Buenos Aires, na Argentina, e Porto Alegre (RS), nos anos de 2005 e 2006; e nos V Jogos Mundiais Militares, em 2011, no Rio de Janeiro;

* militar da reserva, o general Paulo Chagas fez palanque para o colega de farda e então presidenciável Jair Bolsonaro;

* apesar de haver feito carreira dentro do quartel e do pouco contato com a Política na esfera eleitoral, o general costumava dizer, durante a campanha ao Governo do Distrito Federal, que não se tratava "de uma candidatura voltada para o militarismo";

* entre as promessas do plano de governo do então candidato do PRP ao Governo do Distrito Federal, estava a criação da “Operação Lava-Jato do DF”, bem como a eliminação dos supersalários em seu eventual governo, limitando-se ao teto constitucional as remunerações dos servidores da administração direta e indireta; tal ação seria aplicada e fiscalizada por duas pastas: a Procuradoria-Geral do Distrito Federal e a Controladoria-Geral.

Como se viu, porém, o general não foi eleito para governar o DF, resultado que ele encarou mui filosoficamente.

FERNANDO GABEIRA, DE HÁ MUITO REGENERADO
Mortificado por essas "y otras cositas más" é que o escritor e jornalista Fernando Gabeira, antigo ídolo das Esquerdas que se arrependeu amargamente de haver lutado pela utopia socialista/comunista, fez pertinentes observações, depois de dizer alto e bom som que os ministros Tóffoli e Moraes deviam renunciar. E aproveitou para apostrofar a censura exercida pela dita mais alta Corte de Justiça do país contra o portal de "O Antagonista" e contra a revista digital "Crusoé":

- O Supremo pulou a cerca. Fragilizou o jogo democrático. O aspecto positivo de tudo isso foi a demonstração de um apoio amplo à liberdade de expressão. Não só, como no passado, uma defesa do trabalho jornalístico. Nos dias atuais, como todos têm a possibilidade de se expressar, a liberdade de expressão é sentida mais diretamente como um direito pessoal não apenas de receber notícias, mas de opinar [...] Tóffoli e Moraes deveriam renunciar, não só ao inquérito como aos próprios cargos. Certamente não farão isso, mas serão apenas mais dois fantasmas numa cidade onde já circulam tantos outros. Unidos podem tentar transformar o país num grande fantasma do passado, um lugar das carteiradas, do sabe-com-quem-está falando, do prendo-e mando-prender, do comigo-ninguém-pode, do cala-a-boca-que-sou-autoridade.

AO JOSIAS DE SOUZA
Josias de Souza, outro notável comentarista que sabe dar o peso específico a cada ator do grande teatro político nacional, revelou que, diante dessas peripécias de alguns sinistros do STF, ouviu de um ministro que merece tal designação o desabafo seguinte: "Estou chocado com as atitudes de Tóffoli". Outro ministro confessou-se “pasmado”.

Mas, como observou ironicamente o pessoal de "O Antagonista", esses representantes da toga "do bem" não se referiam ao fato de que Tóffoli haver sido tratado por Marcelo Odebrecht como “amigo do amigo do meu pai”, segundo revelara a reportagem censurada (e agora já REPUBLICADA - sou assinante) da revista eletrônica "Crusoé".

A empregada doméstica do Lezzým d'Anórvega, Dona Anna Alphabétykka, teria ficado "plasma", para usar a expressão lá dela... Mas, se uns ministros do STF ficaram chocados, sim, e até pasmos (ou, se preferem, pasmados), não apenas pelo comportamento dos dois ministros ora mais em evidência e, igualmente, porque Tóffoli aceitou participar de um encontro do... Conselho de Ministros Evangélicos, no Rio de Janeiro - ora, vejam só.

MODESTO CARVALHOSA
Outro totalmente indignado com a operação antigeneral foi o notável jurista pátrio Modesto Carvalhosa, que só abre a boca para emitir considerações ponderáveis. Para ele, os ministros Moraes e Tóffoli "fizeram uma dupla para estabelecer o terrorismo, simplesmente porque estão ameaçados pela Operação Lava-Jato” (que os desinformados continuar a chamar de "Lava Jato", sem o devido hífen).

Falando também à "Folha de S. Paulo", Carvalhosa assegurou, do alto de seu conhecimento jurídico (de que nem Tóffoli nem Moraes dispõem), que esses dois ainda ministros "não cometeram apenas crime de responsabilidade", mas também "são culpados de crimes comuns”, porque "fizeram uma dupla para estabelecer o terrorismo, já que estão ameaçados pela Operação Lava-Jato".

NUNCA DANTES NESTE PAÍS...
E Carvalhosa, na mesma entrevista, reforçou seu entendimento, recomendando o afastamento de Tóffoli: “A democracia necessita de instituições, mas o Supremo está falindo. É preciso mudar sua composição, a começar pelo presidente Tóffoli, que deveria ser afastado pelo conjunto dos ministros”.

Eis aí a que grau de indignidade chegou nossa Suprema Corte, que nunca chegou a um nível tão baixo de aprovação popular, mas por onde já passaram as excelsas figuras de Epitácio Pessoa, Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello, Evandro Lins e Silva, Hermes Lima, Pedro Lessa, Bilac Pinto e tantos outros luminares.

MINISTRO FUX RESISTE
O general Chagas está ainda informado sobre outro ponto: falharam as tentativas, feitas pelo grupo antiLava-Jato no Supremo, com vistas a "trazer para seu redil" o ministro Fux, como revelou a revista digital "Crusoé", sem qualquer dúvida uma das três melhores publicações semanais do país. Quem não a lê está perdendo o que de fato se passa nos bastidores da Política, da Administração, do Judiciário etc.

Visando a atrair Fux para o grupo, digamos, antianticorrupção, usou-se até de indignidades, como a de que, pressionado por procuradores do Ministério Púbico, um candidato a colaborador premiado (que os apoiadores dos corruptos e demais bandidos só querem chamar de "delator premiado", para dar uma ideia de baixeza às cabeludas revelações), teria citado o próprio Fux como envolvido em algum desvio de conduta. Mas o plano deu errado - e o ministro Fux prossegue impavidamente contrário a passar a mão na cabeça dos criminosos.

ESPALHANDO A TERRA AJUNTADA
Mas não há negar: alguns ministros do STF têm agido deliberadamente no sentido de perdoar bandidos, soltar criminosos, conceder os mais impressionantes habeas corpus.

Dê-se apenas um exemplo: faz um ano que foi iniciada, pela Operação Lava-Jato do Rio de Janeiro, a suboperação "Câmbio, Desligo". Pois bem, esta ação acha-se na prática quase que totalmente paralisada, como lembra a "Folha de S. Paulo", acrescentando: quase todas as prisões preventivas foram revogadas e muitos doleiros permanecem foragidos.

TUDO ISTO É... A FAVOR DE UM NOVEL STF
Tem ou não razão o general Paulo Chagas, ao reclamar da nefasta ação do STF, que, inclusive, deixa prescrever processos contra senadores, deputados e outros grandões, sendo os casos mais gritantes os dos senadores Aécio Neves e Renan Calheiros, para não falar na ex-senadora Gleisi Hoffmann.

Não se quer, evidentemente, que ministros do STF tomem suas decisões pressionados pelo populacho. No entanto, quando repetidamente esses ministros adotam medidas ao manifesto arrepio da lei, algo de muito grave está ocorrendo na Casa que deveria velar pela defesa da Constituição e da cidadania.

"O MECANISMO RESPIRA"
É a Operação Lava-Jato, a Justiça Federal, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Receita Federal e outros órgãos juntando os montinhos de terra - e o STF espalhando essa terra, desmontando o trabalho arduamente realizado.

Por isso é que o portal "O Antagonista" suspirou, arcanamente, em clara referência ao filme homônimo, que tanta polêmica causou: "O mecanismo respira"...

NÃO SÃO APENAS SIMPATIZANTES...
E de notas publicadas em revistas como a "Veja", a "Época", a "IstoÉ" e a própria "Crusoé", deduz-se que os também superpolêmicos ministros Gilmar Mendes e Lewandowski não seriam apenas "simpatizantes" do tal inquérito intentado pelo presidente do STF: esses dois teriam participação direta na elaboração da medida vista como inconstitucional por 11 entre 10 juristas.

O general Paulo Chagas, que desfruta, sim, de muito conceito e prestígio no seio das Forças Armadas, deve estar também informado de que Gilmar e Lewandowski assim agem por estarem desconfiados em relação aos chamados "empresários bolsonaristas", os quais teriam financiado determinados ataques ao Supremo e/ou alguns de seus integrantes.

AINDA O MINISTRO GILMAR MENDES
O próprio Gilmar já chegou a defender publicamente a decisão do colega Alexandre de Moraes de censurar a "Crusoé". Falando a jornalistas da "Folha", durante evento organizado em Lisboa por sua empresa e que conta com a presença do próprio Moraes, Gilmar disse, "ipsis litteris", que "ali [a decisão de censurar] se fez uma avaliação de que talvez houvesse 'fake news', porque talvez o documento [com a declaração de Marcelo Odebrecht sobre Tóffoli] não existisse".

Bem, não se poderia esperar outro posicionamento do ministro Gilmar. Mas, agora, quem quiser dizer que o general Paulo Chagas NÃO tem qualquer importância na atual conjuntura, deve reunir seus argumentos e publicá-los "au grand complet" - como o fiz aqui, em sentido mais ou menos contrário a tal posicionamento...

COMO O DR. BRANCHOU, JURISTA
A circunstância de o degas aqui haver divulgado um pensamento do general Paulo Chagas sobre o STF ("Nossa Suprema Corte tem sido infelizmente um REAL ABRIGO para o crime de colarinho branco no país.") ao que se supõe não quer significar que o veeeelho Druzz de guerra dê demasiada importância a esse militar - nem mesmo um endosso a suas palavras.

Tem o mesmo peso de a gente divulgar que o eminentíssimo jurisconsulto-mor do pedaço, o Dr. Branchou, de tripla nacionalidade (pois franco-suíço-belga), teria expectorado isto: "Putzgrila! O país se afunda em crises urgentes e esses FILHOS DAS MALVAS viajando a Lisboa para um fórum jurídico!"

OUTROS COMENTARISTAS
E, afinal, os pensamentos expressos pelo general Chagas não são mui diferentes daqueles esposados por notáveis comentaristas mais ao centro, como Roberto Pompeu de Tolego, José Roberto Guzzo, Alexandre Garcia, Felipe Moura Brasil, Augusto Nunes, José Maria Trindade, Rodrigo Constantino, Diogo Mainardi, Mário Sabino, Cláudio Dantas, Duda Teixeira, Rodrigo Rangel, Felipe Coutinho, Mário Conti, William Waack, Caio Junqueira, Dora Kramer, Eduardo Barreto, Igor Gadelha, Joice Hasselmann, Bia Kicis, Daniel Lopez, Bolívar Lamounier, Reinaldo Azevedo, Gilson Souto MaiorNonato GuedesHumberto Cavalcanti de MelloIvo Medeiros da NobregaLenilson GuedesZé Euflávio HorácioIrapuan Sobral FilhoCamilo Macedo MarinhoOtavio Sa LeitaoPedro Manoel Macedo MarinhoMarcela Xavier Sitônio LucenaJoão Agripino MaiaEveraldo Dantas da NóbregaRoberto A. NóbregaVirgolino De AlencarLourinaldo Nobrega e tantos outros & outras que se interessam visceralmente pelos destinos do país.

Nem difere muito do que expressou a própria revista "Veja", logo de cara, em sua capa: "STF se afunda, porque, após censurar Imprensa e intimidar jornalistas, mira agora em procuradores, fiscais da Receita e empresários".

Então, exclamemos QED = Quod erat demonstrandum = Como se queria demonstrar, na vetusta e consagrada fórmula latina dos matemáticos, através da História...

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Fonte: por Evandro da Nóbrega, escritor, jornalista, editor, membro do IHGP (Instituto Histório e Geográfico Paraibano)

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