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A viúva paga, relaxa!

A viúva paga, relaxa! - Otávio Sá Leitão

 

Curiosa, esta notícia. Ontem eu estava trabalhando em um processo on-line do órgão em que trabalho. Por erro de digitação, acabei abrindo um outro processo, do DSEI-MA, quer dizer, Distrito Sanitário Indígena do Maranhão. É a parada do Ministério da Saúde que faz o acompanhamento em saude dos indigenas, parceria com a FUNAI, ICMBio, IBAMA e etceteras.

Era um processo de acompanhamento de diárias e uso do cartão combustível dos servidores daquea unidade e deslocamentos para outras atividades. Cada servidor lá gastou uma faixa de 20 mil mensais com combustível e diárias para deslocamentos. E isso não conta com valores de indenizações e vantagens… Achei muito complicado um servidor gastar algo como 250 mil anuais só com deslocamentos. Provavelmente há que se melhorar a logistica e a eficência do trabalho remoto deste pessoal. Não dá pra se torrar tanta grana com gasolina e hotelaria…!

O Estado tem de ser reformado de ponta a ponta, não tem uma brecha sem algum tipo de probelma grave e de longo prazo.

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O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, mantém em seus galpões uma frota de 377 carros inutilizados que, mesmo assim, continuam a registrar gastos com combustível e manutenção. A estimativa é de uma despesa anual de R$ 39 milhões com os veículos sucateados.

A reportagem esteve em um dos maiores galpões, localizado às margens do Rio Amazonas, em Santarém, no Pará. Lá, encontrou carros e caminhonetes empoeirados, em que mal é possível enxergar os adesivos do ICMBio nas portas. O gasto com a frota sucateada foi identificado por uma auditoria interna realizada no ICMBio. O Estado teve acesso ao trabalho que está em andamento e que foi encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Os dados apontam que, hoje, o ICMBio tem mais carros do que servidores públicos. São 1.538 funcionários em seu quadro em todo o País, enquanto a frota total cadastrada é de 1.986 veículos. Parte desse patrimônio é de caminhonetes, usadas para o trabalho de campo de fiscais do órgão. Muitos veículos estão abandonados há anos.

Dos quase 2 mil veículos, 40% – o equivalente a 800 carros – estão inoperantes ou subutilizados. Destes, 377 não funcionam. Ainda assim, seus registros apontam cobranças regulares de consumo de combustível e de manutenção, conforme a auditoria.

Cada carro do ICMBio possui um “cartão-combustível” e um “cartão-manutenção” associados ao veículo. As investigações dão conta de que esses cartões não foram anulados e continuam a gerar custos para o órgão. A suspeita de integrantes do ministério é de que essa utilização possa estar associada a um suposto desvio de recursos.

ICMBio não comenta o assunto. O Estado apurou que o Ministério do Meio Ambiente enviou as constatações para a controladoria do órgão ambiental, que tem a missão de fiscalizar 334 unidades de conservação federal do País.

Questionado sobre o assunto, o ministro Ricardo Salles confirmou as informações, mas disse que aguarda os desdobramentos da controladoria do órgão. O ICMBio, assim como o Ibama, teve parte de seus recursos contingenciados neste ano.

Já o orçamento para 2020 divulgado pelo governo para toda a pasta do Meio Ambiente é de R$ 561,6 milhões, queda de R$ 71,9 milhões (12%) em relação ao limite de gastos liberados para este ano, de R$ 633,5 milhões.

Fonte: Muquiranas, Estadão.

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