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O Paulo que fica - Otávio Sá Leitão
Priscila Chammas
na sexta

Paulo Guedes não precisa do emprego de ministro. O dinheiro que ele tem dá pra viver muito confortavelmente até o fim de seus dias e ainda garantir o conforto de mais algumas gerações de sua família.

Paulo Guedes não precisa da Previdência. Ainda que ela quebre e todo mundo deixe de receber, isso não vai comprometer seu orçamento familiar.

Paulo Guedes não precisa estar no Congresso, suando pra defender uma reforma para uma plateia hostil, que só está preocupada com seu próprio umbigo. Ele não precisa engolir sapo de filho de político preso o chamando de “Tchutchuca”.

Ele não precisava ter se empenhado tanto, feito conta e quebrado a cabeça para elaborar uma proposta de reforma bem amarrada, pensando num Brasil que ele pode nem estar mais vivo para usufruir.

Não precisava ter tanta paciência pra convencer um presidente que até ontem era contra a reforma. Na verdade, ele nem precisa do Brasil. É o Brasil que precisa dele.

Não é nenhum absurdo um cara com esse perfil dizer que se a reforma não der certo, ele arruma as malas e vai embora. Se, a despeito de todo o seu esforço, insistirmos em seguir o caminho errado, ele está no direito dele de não querer afundar junto.

E digo mais. Se a reforma não passar, ele não vai ser o único a ir embora. Uma economia quebrada e sem perspectiva é o maior motivo de fuga de cérebros e de capital de um país. Se a reforma não passar, o país quebra e fica sem perspectiva. E aí as pessoas emigram .

Paulo Guedes vai embora, e também o Paulo Bittencourt, o Paulo Albuquerque, o Paulo Chateaubriand e o Paulo Fontenelle. Muitos deles, aliás, já foram desde o governo Dilma, e não quiseram ficar pra tentar consertar o estrago, como fez o Guedes.

Quem vai ficar é o Paulo Silva, que não tem dinheiro e nem consegue visto americano. É ele que vai ficar aqui, desempregado, quando os investidores fugirem e os empreendedores falirem. É ele que vai passar fome porque não vai ter verba pra pagar bolsa família nem seguro desemprego. É a escola do filho dele que vai entrar em greve por falta de pagamento dos professores, e é o pai dele que vai ficar sem aposentadoria quando o INSS quebrar. Porque é isso que acontece num país quebrado: o dinheiro acaba.

Portanto, se você não faz parte do grupo que, como Paulo Guedes, pode arrumar as malas e deixar o Brasil quando quiser, você faz parte do grupo que deveria estar defendendo a reforma da Previdência.

Paulo Guedes não precisa do emprego de ministro. O dinheiro que ele tem dá pra viver muito confortavelmente até o fim de seus dias e ainda garantir o conforto de mais algumas gerações de sua família.

Paulo Guedes não precisa da Previdência. Ainda que ela quebre e todo mundo deixe de receber, isso não vai comprometer seu orçamento familiar.

Paulo Guedes não precisa estar no Congresso, suando pra defender uma reforma para uma plateia hostil, que só está preocupada com seu próprio umbigo. Ele não precisa engolir sapo de filho de político preso o chamando de “Tchutchuca”.

Ele não precisava ter se empenhado tanto, feito conta e quebrado a cabeça para elaborar uma proposta de reforma bem amarrada, pensando num Brasil que ele pode nem estar mais vivo para usufruir.

Não precisava ter tanta paciência pra convencer um presidente que até ontem era contra a reforma. Na verdade, ele nem precisa do Brasil. É o Brasil que precisa dele.

Não é nenhum absurdo um cara com esse perfil dizer que se a reforma não der certo, ele arruma as malas e vai embora. Se, a despeito de todo o seu esforço, insistirmos em seguir o caminho errado, ele está no direito dele de não querer afundar junto.

E digo mais. Se a reforma não passar, ele não vai ser o único a ir embora. Uma economia quebrada e sem perspectiva é o maior motivo de fuga de cérebros e de capital de um país. Se a reforma não passar, o país quebra e fica sem perspectiva. E aí as pessoas emigram .

Paulo Guedes vai embora, e também o Paulo Bittencourt, o Paulo Albuquerque, o Paulo Chateaubriand e o Paulo Fontenelle. Muitos deles, aliás, já foram desde o governo Dilma, e não quiseram ficar pra tentar consertar o estrago, como fez o Guedes.

Quem vai ficar é o Paulo Silva, que não tem dinheiro e nem consegue visto americano. É ele que vai ficar aqui, desempregado, quando os investidores fugirem e os empreendedores falirem. É ele que vai passar fome porque não vai ter verba pra pagar bolsa família nem seguro desemprego. É a escola do filho dele que vai entrar em greve por falta de pagamento dos professores, e é o pai dele que vai ficar sem aposentadoria quando o INSS quebrar. Porque é isso que acontece num país quebrado: o dinheiro acaba.

Portanto, se você não faz parte do grupo que, como Paulo Guedes, pode arrumar as malas e deixar o Brasil quando quiser, você faz parte do grupo que deveria estar defendendo a reforma da Previdência.

Fonte: Muquinanas.com

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