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Globo perde processo para Brasil Paralelo e é obrigada a dar direito de resposta

Globo perde processo para Brasil Paralelo e é obrigada a dar direito de resposta - Otávio Sá Leitão

Grupo Globo, composto pela Rede Globo, portal O GloboG1 e outros, perdeu um processo e foi obrigado a dar direito de resposta à empresa Brasil Paralelo, produtora do documentário 1964: Entre Armas e Livros.

O processo se deu por conta de o portal O Globo ter dito que o documentário “defende a ditadura militar”.

“A gente conseguiu ganhar. […] De fato, era uma inverdade. Eles falavam na matéria, já na manchete, que a gente defendia a ditadura, o que é uma mentira. A gente não defende a ditadura no documentário”, disse um dos produtores. “A gente quis simplesmente fazer uma investigação historiográfica e séria a respeito”.

“Antes mesmo do documentário ir ao ar, a gente foi surpreendido com essa manchete que muito nos desagradava e também gerava prejuízo para nós de todos os tipos, porque muitas pessoas ainda confiam no processo tradicional de imprensa e leem a manchete e se sentem ‘Opa! Eu não vou ver um negócio que defende a ditadura, que defende uma regime totalitário’. A gente se preocupou com isso e o público começou a pedir: ‘Vocês têm que processar, têm que pedir direito de resposta.'”

A matéria do O Globo ainda dizia que o Brasil Paralelo “não é uma ONG nem uma empresa”, o que é uma mentira já esclarecida pela empresa.

Outro produtor ainda disse que o portal deixou parecer que a empresa tinha “uma certa informalidade”, mas que na verdade “é uma empresa sólida”. “Eles noticiaram um fato que não é aquele fato. Notoriamente, qualquer pessoa que seja retratada como defensora de regime ditatorial não é bem vista”.

“Um dos grandes prejuízos que nos ocorreu em função dessa matéria foi desestimular as pessoas a assistirem o documentário que a gente tinha se esforçado ao máximo para fazer ele historiográfico e imparcial”, disse outro produtor.

O Globo tem 10 dias para publicar o direito de resposta.

Tivemos acesso à íntegra da decisão judicial. Você pode conferir clicando aqui.

O documentário já conta com 6 milhões de visualizações no YouTube e você pode encontrá-lo clicando neste link.

A empresa realizou uma live em seu canal no YouTube. Confira na íntegra:


 

Fonte: Conexao politica

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