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Ex Odebrecht confirma propina para Picciani e cita caixa 2 para campanha de Pezão

Ex Odebrecht confirma propina para Picciani e cita caixa 2 para campanha de Pezão - Otávio Sá Leitão

ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, afirmou, nesta quarta-feira (15), que pagou R$ 9 milhões de propina ao presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani. A pedido de Sérgio Cabral, diz Júnior, a campanha de Luiz Fernando Pezão em 2014 também teria recebido R$ 23 milhões de caixa dois.

A declaração foi feita ao juiz Marcelo Bretas, em depoimento da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato fluminense. O G1 pediu um posicionamento às defesas de Picciani e Pezão, mas ainda não obteve retorno.

Benedicto já tinha dito anteriormente que houve pagamentos a campanhas políticas do PMDB do Rio num total de mais de R$ 5 milhões.

Desta vez, o delator também relatou pagamentos de propina de R$ 900 mil para o antecessor de Picciani à frente da Casa, Paulo Melo, outro deputado do MDB preso na Cadeia Velha. A defesa de Melo disse que não vai se pronunciar.

Picciani, Melo e Edson Albertassi, outro parlamentar emedebista preso na operação, continuam recebendo seus salários. Em maio, o G1 mostrou que a Comissão de Ética da Alerj não havia se reunido para analisar o pedido de cassação. Até esta quarta, não houve mais nenhuma reunião do grupo.

 

Picciani, o grego

 

Picciani era apontado como Grego, segundo o delator, por "parecer um soldado grego". As parcelas, disse, foram pagas em 2008 (R$ 2,5 milhões), 2010 (R$ 5 milhões, no exterior), 2012 (R$ 400 mil) e 2014 (R$1,25 milhão).

De acordo com o delator, que também é réu no processo, em alguns casos havia pagamentos fora de anos eleitorais porque os deputados e candidatos alegavam que tinham despesas correntes.

Questionado pelo juiz Marcelo Bretas, Júnior afirmou que o Rio de Janeiro era onde mais se pagava propina. Os pagamentos a Picciani, justificou ele, ocorriam porque a Odebrecht queria ser vista como "aliada do PMDB", partido do qual o presidente afastado da Alerj ainda faz parte e é um dos líderes.

Junior também explicou que, de certa forma, pagava propina para "comprar poder" e para manter uma boa relação com o grupo que dava sustentação ao ex-governador Sérgio Cabral.

BJ, como era conhecido, afirmou que trabalhou na empresa desde a década de 80 e que já havia pagamento de propina naquela época. No entanto, afirmou que "houve um crescimento de infraestrutura" e de aumento de pedidos de propina durante o governo federal do PT.

G1

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