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E Vários políticos citados na Lava Jato não foram punidos e alguns foram inocentados. Houve manipulação?

E Vários políticos citados na Lava Jato não foram punidos e alguns foram inocentados. Houve manipulação? - Otávio Sá Leitão

As eleições de outubro se aproximam e a população acompanha estarrecida o surgimento de candidatos cujos nomes foram amplamente divulgados em investigações da Operação Lava Jato que acabaram não dando em nada.

Algumas investigações vazadas para a imprensa ao longo dos últimos quatro anos por integrantes da Lava Jato caíram em total descrédito. Ficou a impressão de que instituições do país foram usadas com propósitos nada republicanos. 

Investigações mal feitas, provas insuficientes ou apenas um jogo de cartas marcadas intermediado por setores do Ministério Público Federal? Diante do alto número de delatores que foram morar em suas mansões após terem confessado o desvio de bilhões do dinheiro do povo, a impressão que se tem em alguns casos é a de que tudo não passou de um esquema muito bem combinado, onde o delator, delatado e MPF combinaram fazer muito estardalhaço, e no final, todo mundo saía impune.

Há casos emblemáticos onde ocorreram desvios milionários, delatores confessaram centenas de crimes, procuradores e membros do Judiciário posaram de heróis e a imprensa faturou como nunca com a indignação da sociedade. Muito barulho por nada.

Até que prenderam alguns criminosos mais proeminentes, como Lula, Palocci e Vaccari. Mas diante do número assustador de delatores e delatados, a impressão que se tem é a de que a impunidade prevaleceu ou a de que tudo não passou de um jogo para tentar destruir a classe política, proteger poderosos e permitir a ascensão de aventureiros ao poder. Como se vê, a maioria dos políticos envolvidos em escândalos na Lava Jato e amplamente divulgados pela imprensa estarão nas eleições de outubro. Alguns, contra os quais não se conseguiu provar nada, ficaram profundamente prejudicados por terem tido seus nomes vinculados à investigações que nunca deram em nada, exceto manchetes espetaculares na imprensa. Outros, contra os quais pairam suspeitas inquestionáveis, como a ex-presidente Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Anthony Garotinho, entre outros, estão aí, disputando as eleições.

Neste sentido, é possível especular sobre a existência de certos arranjos envolvendo delatores, delatados e intermediadores de acordos. O delator citava nomes sem fornecer provas, o delatado arcava com o ônus de se submeter a um processo e exposição pública, mas no final, era inocentado e tudo ficava por isso mesmo. O delator conseguia seu acordo e voltava para casa, o delatado 'provava sua inocência' a continua disputando eleições e o povo, levado a crer que o país estava mudando, agora se sente sutilmente enganado por algo que não consegue compreender. O receio de que setores do MPF fizeram uso político de seus cargos para expor adversários e vingar o impeachment de Dilma existe. Neste cenário hipotético, é até possível especular que Lula concordou em ser preso no âmbito de um amplo acordo para preservar boa parte dos políticos de seu partido que caíram em delações. O petista seria o prêmio de consolação por toda a enganação que possa ter havido nos bastidores das delações. Por outro lado, o espetáculo midiático que contaminou a população com a crença na renovação da classe política permitiu o surgimento de novos salvadores da pátria. Na maior parte dos casos, políticos comprometidos com a manutenção de privilégios de servidores.

Numa enquete realizada no Twitter em um perfil seguido predominantemente por apoiadores da Lava Jato, apenas 7% de 134 votantes afirmaram que acordos de delação premiada deveriam ser considerados válidos. 56% acredita que acordos só poderiam ser celebrados com a apresentação de provas. 32% aceitam a possibilidade de acordos sem provas, mas os eventuais benefícios penais só seriam colhidos pelo delator após a realização de investigações que comprovassem sua delação. 5% dos participantes afirmaram que alguns acordos estão envoltos em suspeitas.  De modo geral, os resultados são desanimadores, considerando que a enquete foi realizada basicamente entre apoiadores da Lava Jato.

Boa parte daqueles que foram apontados como beneficiários dos esquemas de corrupção durante os governos do PT de Lula e Dilma, como empresários bilionários, diretores da Petrobras, laranjas, doleiros e políticos, estão hoje em suas mansões, possivelmente usufruindo dos recursos que amealharam ao longo da última década. 

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