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Na estreia do ‘novo Moro’, Lava Jato faz buscas em banco pela primeira vez

Na estreia do ‘novo Moro’, Lava Jato faz buscas em banco pela primeira vez - Otávio Sá Leitão

"Presos serão levados para a sede da Polícia Federal em São Paulo e depois trazidos para a superintendência da PF em Curitiba, onde serão interrogados.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Na primeira operação da força-tarefa da Lava Jato autorizada pelo juiz federal Luiz Antônio Bonat, que assumiu o lugar de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, agentes da Polícia Federal cumprem três mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

 

A ação, denominada "Disfarces de Mamom", mira executivos do Banco Paulista S/A que participariam de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao "Setor de Operações Estruturadas" do Grupo Odebrecht, mais conhecido como "departamento de propina" da empreiteira.

 

É a primeira vez que a Lava Jato cumpre mandados na sede de um banco. A sede desse banco fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, endereço tradicional de instituições financeiras. Os alvos dos mandados de prisão, segundo

o Ministério Público Federal (MPF), são Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto, Tarcísio Rodrigues Joaquim e Gerson Luiz Mendes de Brito, executivos do Banco Paulista.

 

De acordo com o MPF, "as investigações revelaram que ao menos R$ 48 milhões repassados pela empreiteira, no exterior, a seis executivos desse setor foram lavados entre 2009 e 2015 por meio da celebração de contratos ideologicamente falsos com o banco no Brasil". Ainda conforme o MPF, outros repasses suspeitos a empresas aparentemente sem estrutura, da ordem de R$ 280 milhões, também são objeto da apuração.

 

Os presos serão levados para a sede da Polícia Federal em São Paulo e depois trazidos para a superintendência da PF em Curitiba, onde serão interrogados.

 

Segundo o comunicado da PF, os "altos funcionários" do banco "faziam a contratação de empresas de fachada, que emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior".

 

"Tais empresas, com ajuda de doleiros, remetiam numerário para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, dinheiro em moeda estrangeira com aparência legal", prossegue a nota.

 

Em nota, o MPF afirma que a investigação está fundamentada em diversas provas, "incluindo testemunhos e documentos decorrentes dos acordos de colaboração celebrados pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba, especialmente do acordo de leniência firmado com o Grupo Odebrecht, dados obtidos a partir do afastamento de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, rastreamentos financeiros no Brasil e no exterior e documentos decorrentes de fiscalização e auditoria procedidas pelo Banco Central do Brasil".

 

PF se inspirou em passagem bíblica para batizar operação

O nome da operação, Disfarces de Mamom, remete a uma passagem bíblica, esclarece a PF: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom".

 

"Isso porque a instituição bancária envolvida, que deveria zelar pelo higidez do sistema financeiro no âmbito do qual ela estava inserida, valia-se de sua posição privilegiada dentro da estrutura financeira do mercado para a viabilização de atividades ilícitas", explica a corporação.

 

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Fonte: Gazeta do povo

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