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A fronteira da Venezuela com o Brasil está fechada desde 22 de fevereiro, mas isso não impede a entrada de centenas de venezuelanos todos os dias no País. O fluxo diminuiu, mas está longe de ser baixo. Pacaraima, em Roraima, ainda recebe diariamente cerca

A fronteira da Venezuela com o Brasil está fechada desde 22 de fevereiro, mas isso não impede a entrada de centenas de venezuelanos todos os dias no País. O fluxo diminuiu, mas está longe de ser baixo. Pacaraima, em Roraima, ainda recebe diariamente cerca - Otávio Sá Leitão

 

Fiz a travessia em um carro com um casal venezuelano, além do motorista e de muitas sacolas e caixas repletas de alimentos e itens de higiene pessoal. Numa frequência que pode ser semanal ou quinzenal, os dois saem da cidade de Maturín, a cerca de 12 horas de carro da fronteira, para buscar no Brasil o que falta no comércio local. “Compramos de tudo”, me disse a senhora, que levava de papel higiênico a tabletes de manteiga. 

Os carros que fazem esse tipo de travessia geralmente são bem velhos. Perdi as contas de quantas vezes o Corsa azul da década de 1990 apagou no meio do caminho. Por sorte, apenas em duas dessas vezes - e ainda em Pacaraima - foi preciso descer para empurrar o veículo. 

Em condições normais, o trajeto pode ser feito em cerca de 30 minutos. Por “las trochas”, foi quase uma hora na ida e um pouco mais do que isso na volta.

A saída de Roraima que pegamos fica a menos de 2 km da fronteira oficial. Lá estava uma espécie de fronteira brasileira alternativa. Ao Exército brasileiro, nosso motorista explicou que iria à Venezuela levar conterrâneos que haviam comprado comida. Não pediram documentos de quem estava no veículo. O fechamento da fronteira, afinal, foi imposto pelo regime de Maduro e não teve a contrapartida brasileira. Os militares brasileiros, portanto, não têm o papel de impedir o trânsito de pessoas.

Depois de passar pelos militares brasileiros, saímos da Estrada da Vila Suapi, uma via de mão dupla que contorna a divisa, e entramos em uma estrada de terra cheia de pequenos buracos e algumas pedras pequenas. Me espantou a quantidade de carros seguindo o mesmo trajeto e a areia branca fina digna de rally que nos obriga a fechar os vidros, em um calor de 30ºC. 

Fonte: By Grasielle Castro

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