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Presidente do Senado, Alcolumbre escondeu patrimônio da Justiça Eleitoral

Presidente do Senado, Alcolumbre escondeu patrimônio da Justiça Eleitoral - Otávio Sá Leitão

Consulta a cartórios de Macapá mostra que político do DEM tem participação em imóveis, postos de gasolina, empresas e emissoras de TV, mas praticamente nada disso foi declarado em suas campanhas anteriores

Davi Alcolumbre, antes figura de pouca projeção, ganhou notoriedade ao se tornar presidente do Congresso, de forma polêmica. Carreira analisada mostra condutas pouco recomendáveis

São Paulo – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), passou quase toda a sua carreira política escondendo seu verdadeiro patrimônio da Justiça Eleitoral. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, que consultou escrituras e registros no único cartório de imóveis e nos três cartórios de notas da cidade de Macapá. O levantamento mostrou que o político é membro de uma família possuidora de mais de uma centena de imóveis, postos de gasolina, empresas de diversos ramos e retransmissoras de TV. Desde 2002, porém, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes até nenhum.

O agora presidente do Congresso já disputou sete eleições, tendo sido vereador (2001-2002) e deputado federal (2003-2014) antes de virar senador, em 2015. Sem jamais ter ocupado lugar de destaque mesmo entre os integrantes da bancada de seu partido, conquistou o comando do Senado no último dia 2 ao derrotar Renan Calheiros (MDB-AL), alcançando projeção política inédita em sua carreira.

Mas, para chegar até lá, a matéria informa que em 2002, 2010 e 2012, por exemplo, Davi declarou não ter nem um centavo de patrimônio. Em 2006, declarou uma Kombi, uma picape e uma lancha no valor total de R$ 130 mil. Somente em 2014, quando derrotou José Sarney e se elegeu senador, Davi informou à Justiça Eleitoral um imóvel —uma casa no valor de R$ 585 mil.

No ano passado, quando disputou e perdeu o governo do Amapá, afirmou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil —uma casa de R$ 585 mil, além de depósitos e aplicações bancárias. Os registros cartoriais em Macapá, no entanto, mostram que desde o final dos anos 90, e até pelo menos 2016, há registros de aquisições imobiliárias feitas pelo senador no centro e em condomínios residenciais da cidade.

O artigo 350 do Código Eleitoral define como crime omitir bens em declarações para fins eleitorais. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.

Fonte: Rede Brasil Atual

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