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O problema é a infração ou o infrator?

O problema é a infração ou o infrator? - Otávio Sá Leitão

A hipocrisia da oposição ao Governo Bolsonaro chega a níveis patéticos algumas vezes. É de dar pena!

Não é novidade que o brasileiro tem uma maturidade política muito pequena. Nós tendemos a tratar política como futebol, com paixão, com fanatismo, como um sentimento que não se dobra diante de nenhum argumento, por melhor que seja. Nas eleições dos interiores do País isso ocorre de uma forma muito mais explícita. Mas, em muito anos, não havia uma eleição tão envolvida com paixões como a última presidencial.

Vimos uma polarização social imensa, onde, praticamente, quase metade da população escolheu um lado, e um pouco mais da metade escolheu o outro, que acabou por vencer. No entanto, dos dois lados vimos a expressão do fanatismo em manifestações e, principalmente, nas redes sociais.

O grande problema disso é que um homem movido pela paixão acaba por ignorar os aspectos racionais por trás das decisões e das discussões, o que prejudica muito a saúde do debate político. Algumas pessoas votaram em Bolsonaro simplesmente pelo fato de ele ser de ‘direita’, como se a direita fosse um time que você escolhe torcer e acabou. Como se o caráter, as ideias, a atitude, a honestidade do Presidente não fossem o que realmente importa para ganhar o nosso voto.

Da mesma forma, a grande maioria da esquerda votou no Haddad simplesmente por ele ser de esquerda, ignorando todo o passado vergonhoso dele como prefeito de São Paulo e como ministro da educação, como se nada disso importasse mais do que a “categoria” na qual ele está enquadrado. Pior ainda, muitos votaram nele apenas pela recomendação do presidiário Lula, tamanho é o nível de fanatismo que alguns criaram pelo criminoso corrupto.

Não quero aqui pagar de isento. Jamais. Tenho orgulho de me dizer direitista e, principalmente, conservador por convicção. O pensamento conservador faz parte da minha vida pessoal, do meu dia a dia, na forma como trato as pessoas, nos programas que escolho assistir, nos livros que escolho ler, nos aspectos da vida que eu valorizo ou desprezo, na minha religião e etc., estando muito acima e muito antes da escolha de um candidato. Contudo, não posso negar que vi o fenômeno do fanatismo ocorrer dos dois lados da campanha polarizada que tivemos em 2018.

Ontem publiquei um artigo na minha coluna semanal onde defendi o nome de Jesus de alguns ataques descabidos feitos por esquerdistas, que estavam utilizando até Deus para justificar suas deturpações políticas e morais. Surpreendentemente, chegou um sujeito comentando que deixaria de apoiar o Conexão Política se eu continuasse a defender comunista, porque Jesus, para ele, seria um comunista. Eu confesso que fiquei perplexo. O sujeito está tão fanático pelo time de futebol “Direita FC” que ele torce, que qualquer coisa que, nas ilusões dele, pareça com a esquerda, ele já afasta com repugnância total, ainda que seja o próprio Deus. Nem vou perder meu tempo aqui explicando que Jesus não era de direita nem de esquerda. Jesus é Deus!

Mas onde quero chegar com toda essa conversa? Ontem a Folha de São Paulo me aparece com a seguinte manchete: “Bolsonaro teria cometido infração em passeio de moto, dizem especialistas”. Nessas horas, eu preciso admitir, com certeza vem aquele instinto de paixão política mesmo. Dá vontade de quebrar a tela do celular lendo uma frase tão canalha dessas. Mas sempre contenho esse instinto. Resolvi canalizar minha indignação por meio desta opinião que escrevo.

Eu não defendo aqui que Bolsonaro é um santo, o presidente dos nossos sonhos ou qualquer outro tipo de ídolo. Ele é apenas um homem justo e honesto que confio para presidir o Brasil neste momento, e estou apoiando o seu Governo. Também não acho que devemos simplesmente ignorar as falhas de Bolsonaro somente pelo fato de ele ser de ‘direita’ e a direita tem que ser unida acima de todas as coisas. Isso é pensamento de gente retardada.

No entanto, tenhamos um mínimo de bom senso, por favor! Uma coisa é criticar um erro grave de Bolsonaro, uma conduta que atrapalhe o andamento do País. Outra coisa é ficar enchendo o saco de todo mundo, até dos leitores, quando o Presidente não ajeita o cabelo corretamente ou quando não ajeita o talher no prato após uma refeição, como faz essa mídia opositora decadente. Haja paciência, esse tipo de jornalismo é cansativo e ridículo.

Jair Bolsonaro precisa de críticas, como todo ser humano precisa. Ele e os filhos já receberam muitas críticas construtivas de uma forma humilde. Eu mesmo escrevi aqui uma opinião na semana passada sobre um comentário que achei muito equivocado por parte do Senador Flávio Bolsonaro. Creio que o debate racional, com argumentos sólidos, é importantíssimo para o crescimento da nação. Mas uma mídia militante, que, durante os 13 anos do governo mais corrupto da história mundial, fechou os olhos para inúmeros erros, crimes, infrações e demais problemas, e agora quer vir criticar Bolsonaro diariamente com manchetes patéticas como essa que citei, demonstra todo o mau-caratismo da oposição ao Governo.

Eu nem mesmo li a matéria. Nem sei se houve ou não houve infração de trânsito. Isso não me importa. Isso não muda nada no Governo. Não muda minha opinião sobre Bolsonaro. Não muda absolutamente nada. Quem nunca levou multa? Que diferença isso faz? É inacreditável o nível dessa imprensa. Onde eles querem chegar? A cada dia a mídia só está demonstrando mais ainda que está também tomada pelo fanatismo político. Já não pensam mais no que vão escrever ou noticiar. Só importa atacar o “time” oposto, a qualquer custo, de qualquer forma. É uma baixeza intelectual sem precedentes no Brasil. Lula liderou o maior escândalo de corrupção do mundo, de todos os tempos. Mas, para eles, não há incoerência em ignorar os crimes de Lula, ou até defendê-lo abertamente, enquanto criticam a suposta infração de trânsito que Bolsonaro cometeu.

O crime não importa. Mas quem o cometeu. Infração de trânsito torna-se mais relevante do que o Petrolão ou o Mensalão, dependendo de quem está por trás dos tais erros. O nome disso é fanatismo, não há outra definição. E tenho a coragem de afirmar que é essa falta de argumento, de racionalidade, de maturidade e de honestidade intelectual que vai extinguir a velha imprensa no Brasil. Podem apostar!

Fonte: Anderson Feitosa

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