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Nos Estados Unidos, 27 milhões de eleitores votaram antes da subida de Trump. Click aqui

A votação nos EUA já começou e só termina no dia 8

Nos Estados Unidos, 27 milhões de eleitores votaram antes da subida de Trump. Click aqui

Excelente reportagem de Cláudia Trevisan sobre o panorama eleitoral americano, no Estado de São Paulo desta quarta-feira, revela que 27 milhões de eleitores já votaram antecipadamente – antes, portanto, da repentina subida de Donald Trump, registrada na pesquisa do Washington Post e da Rede ABC de televisão. Nessa pesquisa no plano geral, o republicano aparece com 46 pontos contra 45 de Hillary Clinton. Consequência da nova revelação pelo FBI de e-mails enviados através de seu computador particular quando ocupava o cargo de Secretária de Estado do governo Barack Obama. Mas esta é outra questão.

Em relação ao resultado da pesquisa, vale lembrar que no momento em que os 27 milhões de eleitores votaram, Hillary encontrava-se 12 pontos à frente de Trump. Esta realidade pode alterar o conteúdo da pesquisa de hoje, porque os que votaram até ontem apontavam para a escolha de Hillary para suceder Obama na Casa Branca nas urnas que se fecham no dia 8 de novembro. Elas continuam abertas para os que desejarem votar. A computação desses votos, contudo, só começará a ser feita a partir da semana que vem

20% DO ELEITORADO – Os 27 milhões de eleitores que votaram com antecipação correspondem a cerca de 20% do eleitorado total dos Estados Unidos, país no qual o voto não é obrigatório. Assim, para uma população de 300 milhões, estão inscritos como eleitores em torno de 150 milhões, metade da população.

Estima a jornalista Cláudia Trevisan que no decorrer desta semana o voto antecipado vai passar dos 27 milhões para 50 milhões, o que equivale a 34,5% do total de votantes.

Na arrancada final, diante da reação de Trump, que anunciou que, se eleito acabará com o Obama Care, o presidente dos EUA partiu para o confronto destacando ainda mais seu apoio a Hillary. Nestes dias que correm, estará viajando por Ohio, Carolina do Norte, Pensilvânia entre outros estados, para reforçar a candidatura daquela que, se vencer o pleito, tornar-se-á a primeira mulher a ocupar a Casa Branca.

COLÉGIOS ELEITORAIS – Mas as eleições americanas apresentam um aspecto que é bem ressaltado na reportagem de Cláudia Trevisan: a votação por Colégios Eleitorais.

Destaca a repórter que nos estados em que lidera, a posição de Hillary atinge 258 pontos, enquanto a de Trump alcança 164. Porém os estados em que o confronto é marcado pela indecisão somam 115 pontos. Com isso, Hillary está apenas à distância de 12 pontos para atingir a escala de 270, mínimo para assegurar a vitória de uma candidatura. A luta, entretanto, está acirrada na Flórida, outro estado a ser visitado por Obama no qual a pesquisa do Washington Post e do ABC aponta 45,5 para Trump e 44,5 para Hillary.

Na Pensilvânia, Hillary tem margem de 6 pontos, 47 a 41; mas em Ohio Trump lidera com 46 a 44. Em Michigan Hillary tem 46 contra 39. Na Carolina do Norte 46,8 a 44,8. Na Virgínia a democrata lidera por 47 a 43.

As pesquisas mostram mostram que há 10% de eleitores indecisos e também aqueles que vão optar por candidatos alternativos. A maior surpresa, hoje, refere-se à Flórida, onde Donald Trump, como vimos encontra-se um ponto na frente, apesar da forte presença da população latina no estado. Um ponto é uma diferença pequena, porém pode se tornar decisiva uma vez que a Flórida tem peso de 29 na composição de todo o Colégio Eleitoral americano.

ELEITORADO NEGRO – Outro aspecto que pode se tornar igualmente decisivo é o voto do eleitorado negro ,cuja tendência continua sendo favorável a Hillary, porém não na mesma proporção em que apoiou Obama nas disputas de 2008 e 2012.  Em 2012, por exemplo, nada menos que 93% dos negros votaram no atual presidente dos EUA. Estamos na reta de chegada e é possível que o entusiasmo pela candidatura democrata volte a sensibilizar os negros americanos.

Este é o quadro geral, que deve ser a base de uma análise perspectiva das eleições de 8 de novembro. Acentuo que as pesquisas divulgadas na quarta-feira podem estar certas, assinalando uma arrancada de Donald Trump, porém elas não incluem os votos que antecipadamente foram depositados nas urnas americanas que estão funcionando no país e nos consulados espalhados por todo o mundo. Esta diferença pode se tornar fundamental.

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