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Indisciplina é comum na sala de aula. Confira!

Assim como no Brasil, o problema foi identificado também nas salas de aula em Portugal

Indisciplina é comum na sala de aula. Confira!

A educação é um desafio mundial e, assim como no Brasil, em Portugal a questão do comportamento dos alunos e os problemas dos professores em sala de aula mostra que indisciplina é uma situação frequente em sala de aula. Numa pesquisa divulgada neste domingo (25), 80% dos 2348 professores portugueses apontaram que a indisciplina é o mais frequente na sala de aula.

A pesquisa foi feita pelo autor do blogue sobre educação ComRegras, o professor de Educação Física Alexandre Henriques. Os dados foram publicados pelo site Público.

Sobre as situações de indisciplina que mais ocorrem nas salas de aula, os docentes foram confrontados com 20 hipóteses, que oscilam entre os alunos estarem distraídos (86,6%) e a agressão física aos professores (0,6%). No pódio, a seguir à distração aparece a “interrupção das aulas com comentários despropositados”, “brincarem/fazerem palhaçadas”, “agredirem verbalmente colegas”, “entrarem e saírem das salas aos gritos e empurrões” ou “utilizarem sem autorização aparelhos tecnológicos”.

E o que fazem os professores perante as situações de indisciplina nas suas aulas? Das 12 hipóteses apresentadas, uma é usada por todos, “advertir com calma”, embora a frequência com que o fazem varie. Quase 93% dos professores referem que alteram a sua metodologia de ensino, 83,8% mandam recados para casa e cerca de 63% optam pela ordem de saída da sala de aula. Quando questionados sobre os fatores que poderiam diminuir a indisciplina, o mais votado (86,2%) foi este: “maior responsabilização/penalização dos pais”.

O professor da Universidade do Minho João Lopes, que tem vários trabalhos sobre indisciplina na escola com base em entrevistas a docentes, dá conta que também tem verificado que “a ‘distração’ é, de longe, o comportamento perturbador mais referenciado pelos professores”. 

João Lopes deixa uma advertência: “Esta atribuição da indisciplina nunca alterará a situação, já que esta questão tem que ser lidada no local onde ocorre (sala de aula) e não em casa”. Por outro lado, refere, quando 72% dos inquiridos apontam a “formação parental” como outro dos principais fatores que poderão diminuir a indisciplina, fica evidenciado “o quanto os participantes atribuem esta a fatores externos à sala de aula”. “Como, na verdade, jamais conseguirão formar pais, a estratégia está condenada ao fracasso”, avisa.