Contador de Lula foi ao Sírio-Libanês levar os recibos para Costamarques assinar. Confira!

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Contador de Lula foi ao Sírio-Libanês levar os recibos para Costamarques assinar. Confira!

O Hospital Sírio-Libanês informou ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta-feira (11), que o contador João Muniz Leite fez duas visitas ao empresário Glaucos da Costamarques, quando ele estava internado no local. O hospital também diz que não havia registros de visitas do advogado de Lula, Roberto Teixeira, durante o período de internação no hospital. As informações foram anexadas a pedido do magistrado, para apurar as versões a respeito de recibos de pagamentos de alugueis anexados pela defesa do ex-presidente Lula a um dos processos que responde na Operação Lava Jato.

Leite é contador do ex-presidente. De acordo com a defesa de Costamarques, ele foi ao hospital para levar uma série de recibos de alugueis, referentes ao apartamento vizinho ao que a família de Lula mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Esse imóvel faz parte da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), contra o ex-presidente.

CONTRADIÇÕES – O MPF afirma que Costamarques comprou o imóvel com dinheiro da Odebrecht, para favorecer Lula. Em depoimento, o empresário disse ao juiz Sérgio Moro que, embora tenha firmado o contrato de locação em 2011, só começou a receber valores da família do petista em 2015.

Para contrapor a versão, a defesa de Lula anexou ao processo cópias de 26 recibos, com datas entre 2011 e 2015. O objetivo era comprovar a quitação dos aluguéis no prazo em que Costamarques disse que não havia recebido.

A defesa de Costamarques, então, anexou um outro documento ao processo, afirmando que parte dos recibos apresentados por Lula tinham sido assinados durante a internação do cliente, no Hospital Sírio-Libanês.

PEDIDO DE TEIXEIRA – Os advogados disseram que, antes da visita de Costamarques, o advogado de Lula, Roberto Teixeira, teria ido ao hospital e solicitado as assinaturas. No documento enviado a Moro, o Sírio Libanês disse que não encontrou registros da entrada do advogado.

Quando prestou depoimento a Moro, Teixeira negou o suposto encontro no hospital. Ele disse que se encontrou por acaso no Sírio-Libanês com Glaucos, meses depois da assinatura dos recibos.

As versões divergentes fizeram o MPF abrir uma nova investigação, para apurar a autenticidade dos documentos. Os procuradores afirmam que eles contém indícios de falsidade ideológica e pediram uma perícia nos documentos. Alguns dos recibos tinham datas inexistentes no calendário e erros de grafia, que se repetiam em vários documentos.

RECIBOS ORIGINAIS – Moro, então, fez o pedido ao hospital, para que mandasse o registro de visitas. Ele também determinou que a defesa de Lula apresentasse os recibos originais à Justiça. O magistrado não solicitou a execução de perícia.

Nesta quinta-feira (11), a defesa de Lula informou ao juiz que possui os originais dos 26 recibos já apresentados e disse que encontrou outros seis, também assinados por Costamarques. De acordo com a defesa do ex-presidente, o contador João Leite trabalhava também para o empresário. Eles ainda pediram uma audiência formal com Moro, para apresentarem os documentos na presença de um perito.

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