Portal mídia livre 15 anos

Cinco perguntas e respostas sobre a crise. Click aqui

Perguntar não ofende

Cinco perguntas e respostas sobre a crise. Click aqui

Por que Lula virou ministro de Dilma?
Para escapar de ser preso pelo juiz Sérgio Moro, a quem caberia conceder ou não o pedido de prisão de Lula feito pelo Ministério Público de São Paulo. Ali, Lula é investigado por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Dilma e o PT construíram a narrativa de que Lula voltou ao governo para ajudá-lo a salvar o país da crise, e a derrotar o impeachment. A narrativa é falsa. A volta de Lula acabou servindo para pôr a Lava-Jato dentro do Palácio do Planalto, e acirrar os ânimos no país. Para o governo, está sendo péssimo.
Dilma tem chances de derrotar o impeachment?
Tem, embora elas diminuam a cada dia. Para aprovar o impeachment na Câmara dos Deputados serão necessários 342 votos de um total de 503. Haverá votos de sobra para aprovar ou rejeitar o impeachment. Jamais será uma votação apertada. Ela refletirá, no dia em que acontecer, o humor dos brasileiros e a situação do país e do governo. A Câmara corre para votar o impeachment dentro de 45 a 60 dias. Se aprovado na Câmara, dificilmente será rejeitado pelo Senado.
Michel Temer substituirá Dilma em caso de impeachment?
É o que está previsto na Constituição. É o que deverá ocorrer. Mas não é obrigatoriamente o que ocorrerá. Temer foi citado na delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que lhe atribuiu a responsabilidade pela indicação de um diretor da Petrobras, preso e acusado de corrupção. Temer respondeu que não indicou ninguém para a Petrobras. Se a denúncia feita por Delcídio ficar por isso mesmo, tudo bem para Temer. Se não ficar, o processo de impeachment de Dilma se estenderá por muitos meses à procura de uma solução.
Se Dilma cair, qual será o futuro dela, de Lula e do PT?
Não haverá futuro político para Dilma. Do anonimato ela saiu, ao anonimato voltará. Lula sempre terá algum futuro político, a não ser que acabe preso e condenado, uma vez provadas as denúncias que o atingem. Mesmo que não seja, porém, será remota a candidatura dele a presidente em 2018. A imagem de Lula sofreu um duro golpe com as investigações da Lava-Jato, e com o a revelação do conteúdo de conversas dele ao telefone. Imagine o uso que se fará desses grampos nas eleições deste ano e nas próximas. Quanto ao PT: ou aproveita a crise moral que o abateu para se reinventar ou afundará, simplesmente.
E o futuro da política brasileira?

Pouco mudou na Itália com a Operação Mãos-Limpas. É cedo para saber se a política entre nós mudará pouco ou muito com a Lava-Jato. O provável é que mude um pouco. Por exemplo: aumentará o cuidado dos políticos com o telefone. E eles terão ainda mais cuidado ao roubar. Os brasileiros elegerão o próximo presidente sob o signo do nojo à política e aos políticos. Isso não será bom. E poderá dar ensejo à eleição de um aventureiro que se apresente como a-político, disposto a “mudar tudo o que está aí”. Em 1989, Fernando Collor se elegeu assim.
Ricardo Noblat

Mais Notícias

Raquel Lyra, do PSDB, é eleita prefeita de Caruaru no 2º turno das eleições. Click aqui
Raquel Lyra, do PSDB, é eleita prefeita de Caruaru no 2º turno das eleições. Click aqui

Candidata tucana venceu Tony Gel, do PMDB, que já foi prefeito do município. No primeiro turno, Raquel ficou em segundo lugar na disputa; e Tony em 1º.