22/03/2009 14:37 - FREIRES IV
Freires IV - O Casamento
Desta vez começo a falar de uma viagem feita a São Paulo em dezembro de 1975. Eu e Neném de Fandinga, sendo que Neném foi na frente passando por São Luiz do Maranhão com Humberto Bento de Farias, na época, gerente do BNCC (imagina por que o banco fechou).
Depois, eu e Neném nos encontramos em São Paulo e nos hospedamos no apartamento de Antenor Jerônimo, engenheiro e funcionário da Prefeitura Municipal daquela cidade. Tinha também como nosso apoio o Dr. Pedro Farias de Sá Barreto Filho (Pedro Cuecão) e Evandro Cabral de Souza(Tirineta). Pedrinho era noivo de uma japonesa muito simpática, da qual terminou sendo sua esposa.
Um dia fomos convidados para um jantar na casa do sogro de Pedrinho. Jantar regado a whisky e peixe, muito bom o jantar. Daí veio uma idéia de Pedrinho que me chamou a atenção. Uma cunhada sua, que estudava em Tóquio, estava chegando de viagem e ele queria me apresentar com o nítido interesse de fazer meu namoro com a mesma, chegando inclusive, a perguntar:
- Você quer ficar rico? Case com essa moça que está chegando porque ela é muito rica.
Eu falei:
- Claro. Quem não quer ser rico nesse mundo?
Daí fomos ao aeroporto esperar a moça, juntamente com toda família da "japa", e outras pessoas que eu não conhecia.
No aeroporto, recebemos a moça. Fui apresentado a mesma e ela simpatizou comigo. Só que naquele mesmo momento recebo um telefonema de Freires me convidando para ser o padrinho do seu casamento. Fiquei entre a cruz e a espada: ou ficava rico ou ia ser padrinho de um casamento na Paraíba de um homem pobre que era meu amigo Freires.
Passamos a quase namorar, mas diante do meu dilema, fiquei bastante frio com relação ao projeto de enricar, já que a dúvida com relação a ser padrinho do casamento de Freires me fascinava pelo tão honroso convite. Mas, quando já estava próximo a data do casamento, resolvi a questão cheguei para Pedrinho e falei:
- Pedrinho, vou a João Pessoa ser padrinho de Freires.
Ele me respondeu:
- E você não vai casar com a moça? não quer enricar?
Eu Respondi:
- Não, prefiro ficar pobre na Paraíba, mesmo porque a moça é mais feia do que Freires.
Vim para João Pessoa ser padrinho de casamento de Freires com muita honra.
Os padrinhos eram em número de cinco: eu, Carlos Telesforo, Zezito Clementino, Eilzo Matos, e, um tal de Isnar, patrão de sua futura esposa.
Começa a cerimônia. O noivo Freires, vestido em um blazer xadrez, estilo bicheiro, entra com sua irmã Maria Freire. Os padrinhos também entram e se posicionam no local indicado pelo cerimonial. Só que, quando Freires entra e chega ao altar, o padre chama em particular e lhe fala algo. Imediatamente Freires me chama e diz que não sou mais padrinho de casamento. Fiquei extremamente frustrado porque deixei de ficar rico para prestigiar o seu casamento. Daí pergunto o motivo, Freires responde que o padre só aceitou quatro testemunha e tinha cinco.
Eu perguntei:
- E por que você não tira o tal Isnar?
Ele respondeu:
- Você deu uma dúzia de copos. Ele deu uma enceradeira. Você ainda quer discutir o motivo!!!
Midia Livre






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