06/09/2009 14:26 - OBAMARINA
OBAMARINA
Por José Virgolino de Alencar
Obamarina pode ser a união da exclamação de entusiasmo "Oba" unida ao nome de "Marina", expressando um contentamento pela candidatura de Marina Silva, uma novidade no cenário político brasileiro, que certamente forçará novos rearranjos nas composições e coligações partidárias para as eleições de 2.010.
Também pode significar que Marina é a versão brasileira de Obama, pelas muitas coincidências nas trajetórias das duas importantes personalidades da polítca mundial.
Marina vem de uma camada pobre, descendência afro-brasileira, começou a estudar tarde, porém formou-se, e foi devagarinho galgando posições com mérito e firme ideal, realçada com a luta quixotesca em defesa do meio-ambiente, tendo como foco o desenvolvimento sustentável, não se podendo incluí-la no grupo dos ecochatos.
Para ela, a preservação do meio-ambiente é um meio e não um fim. O ambientalismo é base para o progresso, não é incompatível com as ações racionais da economia e do mercado. A ecologia lógica e eficaz é aquela que não agride o meio-ambiente, mas não se restringe a proibir o usufruto das coisas belas da natureza, transformando esta em vestal, intocável.
Já dá para perceber que ela não é a candidata de uma nota só, de um instrumento único. A sua partitura ideológica abrange todas as notas e todos os instrumentos que tornem a vida vivida com qualidade.
O problema ou a dificuldade que Marina vai encontrar é o número de eleitores que comunguem com seus ideais e que sejam suficientes para a vitória.
Haverá a necessidade de coalizões e infelizmente no Brasil dificilmente um candidato se credencia a ser eleito sem buscar o apoio da camada que se diz conservadora, mas que na prática é reacionária e corrupta.
Não vejo como Marina ganhar só com o discurso ideológico, ético e moral. E se ela deixar subir no seu palanque, na hipótese de tomar os financiadores da atual oposição, como do atual governo, sua candidatura cairá na mesmice, será engolfada pelas ondas dos espertos políticos, sabios sedutores de lideranças que surgem como boas promessas e terminam como grossas e fraudulentas farsas.
Por esse caminho da recorrente forma de construir uma candidatura vitoriosa, se trilhado por Marina, é melhor então nem se candidatar e continuar em sua atividade parlamentar.
Na oposição e mantendo a sua luta em favor do meio-ambiente sadio, em que o ser humano possa viver e viver respirando, com o peito limpo, livre do predador gás carbônico e de outros tipos de destgruidores da Terra, Marina prestará melhor serviço ao país, não desgastará a sua imagem e não fará com que a sociedade perca de vez a crença no desenvolvimento do Brasil, deixe morrer a esperança de uma nação verde, em que vale a pena viver e se orgulhar dela.
Na hipótese de sua candidatura vingar, conquistar a aceitação que merece, mesmo que não assegurada a vitória, de qualquer modo será válido votar nela, para pelo menos dar um recado às elites, aos falsos idealistas e aos que se montaram no ideal socialista para tomar o poder, eternizar-se nele, fazendo acordos com o diabo & cia.
Com Deus não foi feito esse acordo que está levando o país para um buraco, guiado por cegos, seguido também por cegos, e, segundo Mateus(Capítulo 15, versículo 14), quando cego guia cegos, todos cairão no buraco.
Seria ótimo se o cordão de Marina, que tem luz e visão, passasse à frente do bloco dos cegos e evitasse que o pais caia no buraco.
Mas isso é utopia, é sonho de uma noite de verão.






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