22/03/2009 15:38 - PIANCO 260 ANOS
PIANCÓ 260 ANOS
Como piancoense roxo, tenho obrigação também de prestar uma homenagem ao dia do seu aniversário.
Piancó completa 260 anos dos quais 55 sou testemunho já que apesar de não morar na cidade vivo Piancó.
Para celebrar essa data festiva começo a contar alguns testemunhos de minha longa vida em nossa cidade, Piancó tem algumas peculiaridades iguais às outras cidades do interior, no entanto algo diferente persiste como característica própria durante esses 260 anos como por exemplo.
A forma de falar do seu povo com seu dialeto próprio ou como diria um piancoes inimitável, outro dia numa discussão corriqueira com minha mãe ela falou não pode ser isso é uma xuelidade (coisa de Carão), só em Piancó se diz isso, outra coisas é como as pessoas são chamada no dia a dia independente de condição social nível cultural cargo que ocupa no poder publico ou privado etc.
Em Piancó tem de tudo e todos são chamados geralmente pela primeira e segunda pessoa imagine se em outra parte do Brasil chame um deputado de Babá de Zuca, uma câmara de vereadores formada pelos vereadores: Joca de Cocó, Assis de Pedoca, Sergio de Marieta, Zenildo de Antonio Eugenio, Neném de Fandinga, Zé de Manezinho, Guilherme de Zé Bráulio, Bira de Zeca Remigio etc.
Um time de futebol escalado da seguinte forma: Didi de Branca, Nanor de Cabo Bento, Juju de Pedro Pereira, Carlos de dona Aracy, Nanam de Eliseu, Joãozinho de Severino Zacarias, Toinho de Mila, Toinho de Joaninha, Humberto de Bianor, Pedrinho de Cabo Bento, e Chico de Lelé. O nosso delegado era. Doca de Maria de João de Mila,
Os meus colegas de infância eram: chagas de Antonio Toscano, Nego Zé de Adalberto, Paulinho de Severino Montenegro, Bernadino de Bianor, Lula de Chico Supapo, entre outros.
Mudando de assunto lembro-me de uma historia que contei em recife a um amigo Vital Almeida (diretor de Teatro), onde ele ficou impressionado e me propôs fazer uma peça do qual ficamos de fazer mais confesso outros afazeres me impediram de continuar com o projeto.
Eu sempre trabalhei. Aos 10 anos de idade já era funcionário no cartório do meu tio avo, Pedro Lima de Azevedo (Pedoca) quase sem nenhuma remuneração exceto quando morria alguém eu fazia o registro do óbito. A coisa funcionava da seguinte maneira: Existia uma parceria entre eu Antonio de Ana, e Braz coveiro, quando morria alguma pessoa a primeira providencia da família era ir à igreja a procura do padre para encomendar o corpo, Antonio começava a tocar o sino da igreja procurando o padre, eu corria até o cartório para registrar o óbito e autorizar Braz o sepultamento, Braz fazia o sepultamento. Não sei quanto os dois ganhavam com essa historia só sei que não era de costume meu tio cobrar por esse serviço. Eu registrava o óbito geralmente recebia uma gorjeta que variava a preço de hoje de 2 a 5 reais e assim íamos os três ganhando à custa do sofrimento dos outros sem a intenção de magoá-los já que faz parte da vida a morte, e os que lucram com ela.
Quero dedicar esse artigo aos amigos de hoje: Alcides de João Gomes Codó de Cocó, Helio de Eliezer, Paulinho de Elicenia, Aloísio de Pedro Freire, Baduzinho de Antonio Badú, Chico de Agenor, Ademar de Zé Brasileiro, Lula de Zé Bráulio, Salviano de Dr. Pedro, Pedrinho de Dr. Montenegro, Zezito de Zezé, Diá de Zé Genuíno entre outros
Midia Livre






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